Não só mudou de endereço, como também de visual. http://cinemafranco.com.br/
Grande abraço,
Fagner Franco
Cinema, Música, HQ, Trabalho Social, Variedades. Um pouco de tudo.
Não só mudou de endereço, como também de visual. http://cinemafranco.com.br/
Grande abraço,
Fagner Franco
Se eu tivesse mais tempo, faria posts como esse, de pura inutilidade, com uma maior frequência. Afinal, a todo momento, em algum lugar na Web, aparece um imbecil (gênio) com merda na cabeça (muita criatividade) que divulga coisas desse tipo. E sempre tenho vontade de repassar a quem conheço, através deste espaço.
O blog americano /Film, por exemplo, tem uma categoria chamada “Cool Stuff” com este propósito e foi lá onde encontrei alguns sites – que também me levaram a outros novos sites – com ideias para camisetas sensacionais. Há muitas outras, mas separei aqui as do Star Wars que achei mais interessantes. Clique sobre as figuras para vê-las num tamanho maior.
Sensacional! – da série “Por que não pensei nisso antes?”

Para você colocar no seu carro

Este é especialmente para Marina Catanzaro.

Homenagem ao Mauro Catanzaro e ao Leo Borrelli (piada não muito interna)

E a última para queridíssima Laís Cattassini

Fontes
/Film
Threadless.com
Splitreason.com
Red Bubble
Teefury.com
http://store.glennz.com
Bom, hoje é praticamente o dia mundial do cinéfilo. Na verdade, é o dia em que mais da metade do mundo se sente como tal – eu sou um destes. Lembro que, mesmo antes de levar o cinema um pouco mais a sério, ainda bem novo, assistia às cerimônias junto com meu pai e ficava chutando quem iria ganhar, enquanto apresentavam os indicados. Isso mesmo, sem nem mesmo conhecer muitos daqueles. Atualmente, não mudou muito. Só posso dizer que, de 10 anos pra cá, costumo ter visto algo próximo da metade (para cima ou para baixo) dos indicados quando esta data chega.
(Não vou cair aqui naquele discurso chato de gente alternativa que acha o Oscar injusto, máfia, farsa etc. Porque, independente disso ser verdade, é a premiação mais importante do cinema.)
Abaixo, mesclando alguns pelos quais eu torço, zebras e outros simplesmente porque achei a sinopse bem interessante (vulgo chute na sua forma mais pura), seguem meus palpites:
Filme
A Rede Social
Ator
Javier Bardem por Biutiful
Atriz
Natalie Portman por Cisne Negro
Ator Coadjuvante
Christian Bale por O Vencedor
Atriz Coadjuvante
Helena Bonham Carter
Diretor
Tom Hooper por O Discurso do Rei
Roteiro Original
O Discurso do Rei
Roteiro Adaptado
A Rede Social
Animação
Toy Story 3
Filme Estrangeiro
Dente Canino (Grécia)
Fotografia
O Discurso do Rei
Edição
A Rede Social
Direção de Arte
O Discurso do Rei
Figurino
O Discurso do Rei
Maquiagem
O Lobisomem
Trilha Sonora
127 Horas de A.R. Rahman
Canção
127 Horas (2010) de A.R. Rahman, por Dido(“If I Rise”)
Mixagem
Tron: O Legado
Edição de Som
A Origem
Efeitos Visuais
A Origem
Obs.: Ignorei aquelas categorias onde o meu chute seria muito absurdo, sem conhecimento algum do longa ou curta.
É isso. Volto mais tarde, no Twitter, para lamentar ou comemorar meus chutes.
Abraço.
Ela veio de mansinho. Não sei como chegou, por onde entrou. Talvez já ali estava. Via-me entre o sonho e a realidade, quando senti seu corpo sobre o meu. Não queria acreditar. Era ela. Vistosa, imponente, segura, sem medo. Senti suas mãos sobre minha pele, passando pelos meus braços, meu pescoço, meus cabelos, meu rosto, minha orelha… minha boca. Estranho. Joguei-lhe ao chão, acendi as luzes. E vi.
- PUTA QUE PARIU! Uma barata!
Algumas pessoas têm medo das consequências do aquecimento global, de uma terceira guerra mundial. Outras, de perder um amigo ou um ente querido. Muitos diriam que temem morrer tragicamente, queimados ou afogados. Eu tenho medo de barata.
Antes que diga “ah, é normal”. Não, não é normal. Não do jeito que sinto, não do jeito que me sinto ao vê-la, quando falo ou penso nela. Os mais íntimos já viram a minha reação quando encontro uma. Estas pessoas têm uma ligeira ideia do que passo. Mas é mais do que isso. É difícil admitir, por causa do preconceito, mas eu sinto uma dor na barriga tamanho horror. Importante notar que não cito o nojo. Claro, ela é asquerosa. As antenas, aquela cabeça esquisita, o líquido… (droga, vomitei no teclado). É ódio e pavor numa mistura homogênea.
Não digo estas coisas só por este dia sobre o qual contei no início – da época em que morava numa edícula na antiga casa do meu irmão – mas por tantos outros casos igualmente assustadores. Minhas pernas ficam bambas, meu coração acelera, mudo de lado na rua quando me deparo com uma, pulo, corro e fujo sem olhar para trás. Eu sei, todo este drama é um tanto quanto suspeito. E é importante dizer que quando só há mulher por perto, tiro forças do além e faço minha parte. Só nestes casos.
E quando ela tem asas? ELA TEM ASAS! Eu não consigo pensar em sacanagem maior no mundo do que barata voar. Eu preferiria mil vezes que as cobras não tivessem perdido suas asas no Éden. Ou mesmo encontrar ratos belíssimos voando. Barata, não. Hm-Hm. Não dá.
Sinceramente, não encontro uma razão na existência da barata. E não vou fazer pesquisas na Web para entender esse porquê – não quero arriscar encarar gratuitamente esta figura. Mas por outro lado, enxergo um propósito básico na vida dela: atormentar o homem. Esta história de gostar de sombra – alguns dizem ser este o fator motivador dela vir para cima de nós – é conversa. Ela sabe o que está fazendo. Não está procurando o escurinho para se proteger, ela quer nos mostrar alguma coisa, quer se impor e mostrar que não nos teme minimamente.
Não duvidaria se um dia descobríssemos que a barata, esta entidade símbolo do mal, quer dominar o mundo – o fato de ser tão resistente não deve ser de graça ou uma coincidência da natureza. Aquele momento quando você encontra este ser parado no chão de sua cozinha ou em seu armário, ele não está ali cheirando alguma coisa ou procurando comida. Está matutando, nos estudando, marcando território.
Finalmente, quero aqui, além do desabafo, fazer um pedido sincero, do fundo do coração. Se existem pesquisas de células-tronco, estudos sobre a clonagem de humanos etc, vamos juntos buscar a extinção da barata, uma causa igualmente importante a estas acima. Não podemos mais conviver com ela. Afinal, depois pode ser tarde demais.
Listas de melhores filmes do ano sempre causam polêmica, é claro. E desta vez, me refiro mais especificamente, como fator polemizador, àquela outra lista, repleta de considerados obrigatórios do ano que não foram assistidos. No meu caso, por exemplo, posso citar “A Fita Branca”, “O Profeta”, “O Escritor Fantasma”, “O Mágico”, “A Cópia Fiel”, “Megamente”, “Como Treinar seu Dragão”, citando alguns bem vistos pela crítica ou pelos amigos (dou igual valor), que ainda não pude ver. Motivo principal: desde que me tornei um pai, felizmente, inseri na minha rotina algo ainda melhor que assistir a vários filmes por semana: ser pai da Sofia.
Acrescente aí o fato de eu não ser muito adepto da pirataria, o que me tira a oportunidade de não ter apreciado alguns prováveis grandes filmes inéditos no Brasil, como “Black Swan” do Aronofsky, “True Grit” dos irmãos Coen, “The Tree of Life” do Terrence Malick, “Rabbit Hole”, com a Nicole Kidman etc. Sem falar daquela boa e velha discussão sobre gosto.
Observação: Utilizei a data de estreia no Brasil. Acredito que a única exceção, podem me corrigir se eu estiver enganado, é “Avatar” (entre as menções honrosas), que estreiou ao fim de dezembro do ano passado, mas achei válido citar.
Observação 2: Diferentemente de outros anos, consegui em 2010 colocar em ordem de preferência.
TOP 10 Filmes de 2010 do Cinema Franco
1 – A Origem

2 – A Rede Social

3 – Toy Story 3

4 – Tropa de Elite 2

5 – Kick-Ass – Quebrando Tudo

6 – Scott Pilgrim

7 – O Segredo de Seus Olhos

8 – A Ilha do Medo

9 – Guerra ao Terror

10 – As Melhores Coisas do Mundo

Menção honrosa
Onde Vivem os Monstros
A Estrada
Avatar
TRIIIIIMMM
TRIIIIIMMM
TRIM
- Alô.
- Alô, Burrice?
- Sim, quem é?
- É da Central de Inteligência, tudo bem?
- A essa hora, cara?
- Desculpa, é que tivemos uma ideia nessa madrugada e gostaríamos de testar, antes de implantar.
- Vocês e estes testes… acho que vou me arrepender, mas me conte qual é a da vez.
- Estive pensando…
- Jura?
- Não, calma, deixa eu falar. Atualmente, tem sido difícil nos mantermos atualizados neste mundo online. Estamos ultrapassados. Não é nada fácil, por exemplo, alguém ter uma ideia que outro não tenha tido ou, no seu caso, uma burrice que ainda não tenha sido feita.
- Nem me fale. Mas no meu caso ainda é tranquilo, porque o cara que erra depois de ter visto outro errar na mesma coisa o torna mais burro ainda. Então, pra mim é lucro, já pra você…
- Verdade. Aí, pensamos em uma maneira mais rápida de fazer a sua burrice e a nossa inteligência chegarem até as pessoas interessadas de maneira mais interativa e mais rápida.
- Vocês são meio estranhos, né?
- Calma, você vai entender. Sabe o que é um servidor?
- Servidor público? Mas eles nem…
- Não, não.
- Aqueles de computador?
- Siiim. Então…
- Peraí, estou abrindo meu notebook.
- Ok, vai ver no Wikipédia, né?
- …
- Alô?
- Oi? Perdão. Estou ligando aqui.
.
.
.
- Pronto?
- Sim, diga.
- Então… acredito que se utilizar uma pessoa como armazenador de atitudes e informações estúpidas, no seu caso, claro, conseguirá espalhar a burrice de forma mais rápida. Os clientes não precisariam buscar toda e qualquer novidade diretamente com você. Além de mais rápido, seria mais fácil de administrar a estupidez dividida para os clientes. Você checa o log – um tipo de histórico – destes servidores escolhidos e saberá se será necessário fazer um update de estupidez ou apenas acompanhar. Sem falar que tornando mais rápido este acesso à burrice, muitos daqueles que, na hora de fazer a cagada, pensam um pouco mais e desistem, acabariam indo até o final, justamente pela falta de tempo para raciocinar. E, mesmo aqueles que tiveram tempo para pensar antes, deixariam suas informações em cache. Desta maneira, o próximo cliente não precisará carregar todos aqueles dados de novo.
- Um pouco complexo isso, não?
- Que nada, é simples. Vamos fazer alguns testes. Na prática, você vai entender. Mas para isso, precisamos encontrar a pessoa ideal. O servidor de burrice ideal.
- Nossa, difícil escolher, hein?
- Sim, sim. Complicado. Se preferir, podemos nos reunir pessoalmente. Você vai pensando daí, eu daqui e chegamos à reunião com alguns nomes possíveis…
- Não, espera… acho que tenho a pessoa certa. Na semana passada, ele demonstrou estar preparado para armazenar muita burrice e ele sempre me surpreende. Menino super dedicado. Aliás, ele não te suportaria, ou seja, ele seria um ótimo servidor dedicado, podendo baixar minhas informações isoladamente e, quem sabe, futuramente poderia se promover e se tornar uma filial.
- UAU!
- Ahan. Conhece o Fagner?
- “Quem dera ser um peixe…”? Sei, cearense muito bom, nem parece ser burro.
- Não, não. Não é o cantor.
- Hmm… existe outro? Não me recordo de outro Fagner.
- É, imaginei… o cara me ama. Discreto, nem parece ter tamanho potencial para cagadas e, quando menos espero, me surpreende com uma burrice animal.
- Pô, legal. Conta aí!
- Vou contar só uma delas. É só o calor apertar pra esse cara inventar de raspar cabelo na 3 ou, no máximo, na 2. A parte engraçada é que ele tem uma puta orelha – inclusive, seu irmão o chamava de Dumbo quando menor – ou seja, raspar o cabelo só acentua esta característica. Desta vez, depois de passar por uns 10 cabeleireiros perguntando se tinha desconto quando é só máquina, ele resolveu pedir a sua amada uma ajuda e pegou uma máquina emprestada de um amigo. Quando estava na metade, a máquina começou a mastigar o cabelo do idiota e foram obrigados a dar uma pausa. Havia pouca carga. O Dumbo, querendo economizar tempo, deixou a máquina carregando mais um pouco e retirou o pente para aparar o projeto de barba…
- Imbecil.
- Exato. Retirou o pente para aparar aquele projeto de barba, que mais parece um bode. Aparou e, enquanto o aparelho recebia um pouco mais de carga, foi beber água na cozinha. Ao voltar para o banheiro, resolveu continuar sozinho. Olhou direto para o espelho, pegou a máquina, sem colocar o pente de volta e… já sabe. Resultado, a anta teve de raspar sua cabeça inteira na zero, deixando suas orelhas e sua testa protuberante ainda mais vistosas. Sem falar nas cicatrizes em sua cabeça, resultado de uma infância rebelde.
- Ave maria! É ele.
- Foi o que achei. Sabia que ia gostar.
- É a cobaia perfeita. É a prova de que ser burro, muitas vezes, também é muito difícil. Vamos acompanhar esse cara, pra ter certeza que é ele, mas tudo indica que tem um futuro promissor.
- Obrigado, obrigado.
As HQs autobiográficas sempre me chamaram mais a atenção do que, por exemplo, as de super-heróis. Antes que me crucifiquem, não menosprezo de forma alguma os (quase sempre) uniformizados heróis ou os outros quadrinhos que não se encaixam em alguma categoria. Muitos deles, inclusive, aparecem na lista de melhores HQs que já li, como “Watchmen”, “A Piada Mortal”, entre outros. Gosto de tudo, contanto que o autor respeite o leitor. No entanto, é notável o quanto admiro aqueles que resolvem contar sua vida em forma de quadrinhos. “MAUS”, “Epiléptico”, “Fun Home”… e este “Memória de Elefante”, romance gráfico recentemente lançado pela Quadrinhos na Cia.
Artista plástico, ilustrador, quadrinista, vocalista de uma banda punk rock, duro, beberrão, irresponsável, cara-de-pau e meio atrapalhado com as mulheres. Arriscou morar sozinho em São Paulo, pulando de casa em casa, vivendo, quando não de favor, de “trampinhos ingratos” que vão de pintar vasos até ajudar a limpar livros em um sebo. Este é Caeto – na superfície. De perto, a cada página, a cada encontro com sua família e seus amigos, a cada porre, se descobre o verdadeiro personagem. A bebida, na verdade, é a maneira que ele encontra para se esconder das incertezas e fraquezas.
Entre as utilidades do álcool, talvez uma das principais, está a tentativa de esconder a depressão oriunda da ausência de uma figura paterna. Filho de um homossexual assumido, soropositivo e depravado, seu difícil relacionamento com o velho o persegue ao ponto de não conseguir sentir um verdadeiro amor pelo pai, apenas eventuais admirações, mas que sempre são sobrescritas pelos traumas e grosserias, mesmo quando está debilitado pela doença. Sua “memória de elefante” torna tudo muito vivo em sua mente, o que piora o relacionamento, até em seus melhores momentos.
Tal qual Spiegelman em “MAUS”, claramente uma de suas inspirações, Caeto começa a contar sua história antes mesmo de saber onde ela vai dar (“quem sabe você não vira um personagem do livro”, diz em determinado momento a uma importante personagem). Falando em influência, outro detalhe que chama a atenção é a metáfora, recurso muito utilizado pelo autor, lembrando em diversos momentos o francês David B. (pseudônimo de Pierre-François Beauchard) em “Epiléptico”. Aqui, de forma menos surreal, mas nem por isso menos interessante. Assim como estes citados acima, “Memória de Elefante” não é leve, mas profundo e triste em vários momentos – tristeza muitas vezes minimizada pelo bom humor do autor. Aliás, não fosse a simpatia do personagem principal, a leitura seria ainda mais difícil.
A fácil identificação com lugares e situações (principalmente, para quem mora em São Paulo), a sinceridade de Caeto e os diálogos realistas (uma discussão, mais ao fim do livro, dele com sua irmã é absurdamente real e emociona) tornam a leitura muito gostosa, graças ao bom ritmo do quadrinista, que faz as mais de 200 páginas passarem voando. A arte, em preto e branco, é também um destaque, graças a criatividade do autor.
“Memória de Elefante” mostra a importância da família, quando funciona como tal ou quando não, e o que isso impacta na nossa vida. É também sobre aquela outra família, a que escolhemos fazer parte ou que nos acolhe: os nossos amigos. Soando muitas vezes como homenagem a estes. Sobre responsabilidades e a difícil arte de crescer. “Preciso arrumar um trabalho”, “será que um dia vou pagar minhas contas?”, “queria ter com quem dividir meus pensamentos”. Todos, em algum momento, passaram por estas incertezas. E é por ter me identificado com diversas situações, que admiro ainda mais esta história.
Depois de algumas semanas de espera para saber quem seria o diretor de “Superman“, o site Deadline confirma a escolha de Zack Snyder para o cargo. A escolha, apesar de soar óbvia (Snyder esteve por trás de “300″ e “Watchmen”, duas adaptações as quais gosto muito), é ótima e mostra também que a Warner não quer arriscar.
O filme, para quem não sabe, terá a produção de Christopher Nolan. Ele mesmo, o diretor de “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “A Origem”. Daí a minha felicidade por Snyder ter sido o escolhido, porque com certeza Nolan irá controlar os exageros estilísticos que, vez ou outra, incomoda nos filmes daquele. Para melhorar a coisa, David Goyer (“Batman Begins”) e o próprio Nolan estão escrevendo a história do homem de aço que deverá ignorar tudo o que aconteceu no último filme, dirigido por Bryan Singer e que contava com Brandon Routh na pele do kryptoniano.
Enfim, coisa fraca não vai sair…
Hoje, em mais uma prova que o Twitter, entre muita bobagem, consegue ser útil para alguns propósitos inúteis, descobri, através do @lucioribeiro, que o líder do Radiohead montou (pelo jeito, no ano passado), juntamente com outros músicos conhecidos, uma nova banda: Atoms for Peace.
O grupo é formado, além de Yorke no piano e na guitarra, por Flea (sim, o baixista do Red Hot Chili Peppers), o produtor de longas datas de Radiohead Nigel Godrich, na guitarra e teclados, Joey Waronker (que já tocou com R.E.M., Smashing Pumpkins e Beck) e Mauro Refosco (tocou com David Bryne), ambos na bateria. A prática desta união de músicos de diferentes bandas não é novidade no cenário musical. Yorke mesmo já flertou com outros grupos e até com um DJ (na música “Rabbit In Your Headlights” e seu sensacional clipe, por exemplo).
Obviamente, o que me atraiu nesta história foi a mistura do frontman do Radiohead (quem me conhece minimamente sabe que se tivesse que ordenar minha lista de bandas preferidas, a primeira seria o grupo inglês) e o australiano Flea, um dos melhores baixistas de todos os tempos.
E assistindo aos clipes abaixo, pude notar que a mistura não só funciona bem como traz aquela sensação de “por que isso não aconteceu antes?”. O nome da banda é também o nome de uma das faixas de The Eraser, cd solo de Yorke, e um dos vídeos a seguir é um pout-porri de canções do mesmo álbum.
Quem me conhece, sabe que o terror “Deixa Ela Entrar” é um dos meus longas favoritos dos últimos anos. Principalmente, por dar uma aula de “filme de vampiro” nesta nova geração purpurinada – repetindo o termo mais utilizado depois da criação do afetado Edward Cullen. Aliás, queria muito ver um embate deste “vampiro”, interpretado por Robert Pattinson, com a assustadora Eli (da guria Lina Leandersson) da fita do sueco Tomas Alfredson.
Mas enfim, sempre que entro neste assunto, escrevo demais. Indo direto ao ponto…
Só queria mostrar o cartaz francês divulgado recentemente da refilmagem “Let Me In” – pois é, pra que refazer o que já é perfeito? Mas felizmente, indo contra a maré da maioria dos remakes, este filme, que conta com a baixinha sensacional Chloe Moretz (de “Kick-Ass – Quebrando Tudo”) e o guri Kodi Smit-McPhee (do sinistro “A Estrada”), parece manter o clima do original – que é baseado no livro “So finster die Nacht” (saúde!). Alguns trailers e imagens divulgados nas últimas semanas apontam realmente uma boa adaptação.
O filme estreia em terras estadunidenses em outubro deste ano e é dirigito por Matt Reeves, de “Cloverfield”. Após o cartaz, o trailer divulgado já há algum tempo, para quem ainda não assistiu.