Arquivo mensal: maio 2009

Star Trek de J.J. Abrams

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Chega aos cinemas hoje, dia 8 de maio, a reinvenção da série de TV Star Trek pelas mãos do criador de “Lost“, J. J. Abrams.

Apesar de ser o 11º longa, a intenção é atrair novos fãs. Segundo Abrams, ele próprio um “não-tão-fã” da série original, sua versão fugirá um pouco do estilo da TV e daquilo que os cinemas viram. O “reboot” (algo parecido com o que Christopher Nolan fez com a série Batman) mostra desde a infância de seus dois protagonistas, James T. Kirk e Spock (respectivamente, Chris Pine e o Sayler de “Heroes” Zachary Quinto), até a construção da Enterprise. A dupla e sua tripulação encontrarão no caminho o terrível vilão Nero, interpretado por Eric Bana (o Hulk de Ang Lee).

O diretor, ao contrário do que parece, só dirigiu um filme nos cinemas, o ótimo e subestimado “Missão: Impossível III“. O seu nome aparece mais como produtor e/ou roteirista em filmes como “Cloverfield – O Monstro” e em outras conhecidas séries – além do já citado “Lost“, o assumidamente NERD J.J. Abrams foi responsável por “Alias” e “Fringe“.

Wolverine – O Filme (X-Men Origins: Wolverine, 2009)

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Logo após a confirmação de que a série X-MEN retornaria em um filme-solo do mutante mais conhecido da franquia, o Wolverine, tive duas certezas: a) seria uma história muito fraca e b) o filme fracassaria nas bilheterias, levando junto uma leva de super-heróis (entre mutantes e não-mutantes) que dependem do sucesso deste. Por mais matematicamente errado que pareça, no final das contas, errei mais da metade.

De fato, o roteiro de “Wolverine – O Filme” tem muitas falhas e pode não convencer um público que pôde apreciar dois (citando os maiores) filmaços no ano passado, “O Cavaleiro das Trevas” (obra-prima) e “Homem de Ferro”. E curioso também notar o contraste com a própria série mutante – iniciada em 2000 nas mãos de Bryan Singer, que chegou à excelência com o segundo capítulo, e um subestimado terceiro filme (ótimo) dirigido por Brett Ratner (“A Hora do Rush 2” e “Dragão Vermelho”), todos com histórias bem contadas. Mas agrada se encarado como uma “Sessão da Tarde” de luxo.

O filme, é claro, conta a origem de Logan, o herói mais popular do grupo liderado, futuramente, por Charles Xavier. Mostra desde sua infância, quando descobre ter matado o seu pai e ser meio-irmão do Dentes-de-Sabre, até ter todos os seus ossos trocados por adamantium, um metal indestrutível – operação esta liderada por William Stryker (no lugar de Brian Cox, do segundo filme, Danny Huston). Para compensar os buracos no roteiro (e alguns diálogos bem esdrúxulos), vemos na tela um bocado de mutantes que desejávamos ver de carne e osso e muitas cenas de ação, algumas bem boas. A beleza da namoradinha de Wolverine, personagem importante na transformação do herói, pode ser apontada como um ponto positivo também.

Ao contrário da minha previsão, a fita foi um sucesso em seu final de semana de estreia, encostando nos $90 milhões, só nos EUA – significando o sinal verde para os filmes de outros super-heróis da MARVEL – lembrando que esta série ainda está na mão da FOX. E, um conselho, assista a aventura sem muito cérebro, sem muita exigência e sem memória (esqueça os últimos filmes de super-heróis, principalmente os citados ali em cima). Assim, você pode sair satisfeito da sessão.