Arquivo mensal: setembro 2009

Novas Imagens de Wall Street 2: Money Never Sleeps

Mais uma dessas sequências desnecessárias que todo ano invadem o cinema americano, “Wall Street 2: Money Never Sleeps” divulgou nesta noite a primeira imagem de Michael Douglas, reprisando o papel de 1987 que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator. Veja as novas imagens após o texto.

Situado quase vinte anos após a primeira parte, o longa mostra o retorno de Gordon Gecko (Douglas) da prisão, aonde ficou por 14 anos e sua reaproximação com a filha Winnie (Carrey Mulligan de “Inimigos Públicos”) namorada de Jacob (Shia LaBeouf de “Transformers”), pupilo de um velho conhecido de Gecko, o corretor Lewis Zabel (Frank Langella, “Frost/Nixon”). Outra sinopse que aparece no IMDB conta que Gecko tem uma dupla missão: alertar a comunidade financeira a queda que está por vir e descobrir o assassino de Zabel.

Susan Sarandon (“Speed Racer”), Josh Brolin (“Milk”) e Charlie Sheen, retomando seu papel da fita anterior, completam a lista de atores. Apesar de ser mais uma sequência, tenho certa ansiedade pela produção, não só pelo excelente elenco, mas também pela possibilidade de ser bom como o longa de 87. Dirigido por Oliver Stone e escrito por Allan Loeb, a partir da história de Bryan Burrough, o filme está previsto para abril do próximo ano nos Estados Unidos.

Michael Douglas

Langella e LaBeouf

Mais Imagens de Onde Vivem os Monstros

Novos banners de “Onde Vivem os Monstros” foram divulgados na noite desta quinta pela WB. Desta vez, com os personagens Ira (Forest Whitaker), Douglas (Chris Cooper), Alexander (Paul Dano) e O Búfalo (Michael Berry Jr.). O filme dirigido por Spike Jonze e baseado na clássica história infantil americana homônima estreia em terras brazucas no começo do ano que vem.

Ira
Douglas
Alexander
The Bull

Fonte: SpoilerTV

A Saga dos Dentes: Parte II – Anestesia Geral, A Única Solução

Parte I aqui.

– É, Fagner, o dentista que mexeu aqui até pensou que estava fazendo um canal. Abriu o dente, limpou, mas… Não, não fez, viu?

É só comigo ou os dentistas têm o costume de conversar com os pacientes, mesmo sabendo que o máximo que poderão ouvir de resposta, com a boca tão aberta, é algo parecido com…

– Ahã!

– Terá que refazer este canal.

– ÔA!

Ainda bem que eu não conseguia pronunciar nada além disso. Planejo um fim de semana feliz junto com a família, e novamente os filhos de Meneghel dificultam as coisas? Como cereja do bolo, o dentista faz o favor de aplicar um produto que comete o pecado capital de fazer a comida da minha mãe ficar com gosto de consultório odontológico. De volta a São Paulo, à base de antiinflamatório e muito antibiótico, alguns dias se passam até eu encontrar vaga em algum especialista.

Quem já fez canal sabe como é. É incrível que estas torturas continuem acontecendo em todo o mundo e as autoridades insistem em ignorar. São intermináveis semanas de visitas àquela prisão. A cada novo dia, passamos horas com a boca aberta e aquela pontadinha que “não vai doer” da agulha que “anestesia” sua boca – e que fará você falar até o fim do dia como Robert De Niro em “Ninguém É Perfeiro”. Aí, vem os queridos algodões, pacotes e pacotes de algodão, suficientes para tamponar o Seu Barriga, enfiados suavemente em sua boca.

Não acaba aí. Terminada esta fase, o paciente vê seu algoz, fria e calmamente, esquentar uma agulha que perfurará, se tiver sorte, apenas a gengiva. Após preparar sua arma, o dentista se torna uma criança de 5 anos e se vê numa praia com uma pá (agulha) perfurando a areia (gengiva). Geralmente, nesta hora, ele diz a tranquilizante frase: “se doer, é só avisar.” Como assim, pessoal? Há essa possibilidade de doer mais? Sim. A última vez que isto aconteceu comigo, chutei, no reflexo, com as duas pernas a mesinha do dentista de maneira que foi preciso solicitar a secretária que pegasse os aparelhos no chão e, inclusive, trocasse alguns. A “técnica” (pra mim, é pura raça) certamente surgiu nos campos de concentração.

Neste mês, encontrei o meu novo carrasco, e recomecei esta dolorosa e traumatizante fase da minha vida. Neste consultório, como em muitos outros, ainda usa estiletes para segurar o filme que tira a radiografia do seu dente. Detalhe: um lado do estilete para o céu da boca e o outro para a língua – e você não pode mexer por infindáveis segundos. O senhor, então, tira os estiletes, retira o colete à prova de balas e revela o filme.

– Pois é, Fagner… Realmente, são dois canais que precisaremos refazer. Veja aqui no Raio-X que… blá blá blá blá blá blá, entende?

– Perfeitamente.

– Abre a boca, por favor!

Aberto um novo pacote de algodão e inseridos na minha boca, o rapaz precisa atender a uma ligação urgente, então, some por alguns minutos, deixando o torturado paciente, eu, com a boca aberta, sem poder me mexer. Mas a língua, que já havia sido avisada sobre o perigo de se mexer, não consegue mais se segurar, parece uma catapulta prestes a disparar uma pedra. Sabiamente, percebo que preciso desviar o foco. Num rasgo de inteligência, penso na Sofia, a minha filha.

– HAHAHA…oops…

Algodões saltam direto para o meu peito. Antes que pudesse limpar, o dentista chega.

– Desculpa, Dr.

Anestesia Geral é um termo utilizado para designar uma técnica anestésica que promove inconsciência (hipnose) total, abolição da dor (analgesia / anestesia) e relaxamento do paciente, possibilitando a realização de qualquer intervenção cirúrgica conhecida. Pode ser obtida com agentes inalatórios e/ou endovenosos.
Fonte: Anestesiologia.com.br

Primeiras Imagens de The Kung-Fu Kid

The Kung-Fu Kid

Estas são as primeiras imagens de “The Kung-Fu Kid“, a reinvenção do clássico da Sessão da Tarde “Karate Kid” (o título foi alterado a alguns meses atrás), provando – para o desespero de alguns – que o filme realmente está tomando forma. Prova também que a criatividade em Hollywood anda mal das pernas, pois continua investindo em refilmagens, adaptações, reinvenções e similares.

Dirigido por Harold Zwart (“A Pantera Cor-de-Rosa”) e roteiro de Chris Murphy e Steven Conrad de “À Procura da Felicidade” (alguém disse lágrimas?), o filme mostrará o adolescente interpretado por Jaden Smith (filho de Will Smith, o produtor do longa) que se muda para China junto com sua mãe (Taraji P. Henson, mãe de Benjamin Button) e enfrenta dificuldades de adaptação na nova escola. O garoto, então, conhece Sr. Han (Jackie Chan fazendo o eterno Sr. Myiagi) que ensina artes chinesa e marcial para se defender dos colegas.

O lançamento no Brasil está marcado para agosto do ano que vem.

The Kung-Fu Kid II

TKFK

Fonte: SpoilerTV

A Saga dos Dentes: Parte I – Ô Garoto Sortudo

Há alguns anos, uma baiana (não no sentido pejorativo, o qual não utilizo, justamente por gostar deles e de sua terra que morei por muitos anos) mexeu em dois de meus dentes. Como certamente citarei até o fim do texto, a esta mulher darei o nome de Meneghel. Eram pequenas cáries, nada muito sério. Anos mais tarde, descubro que as duas obturações foram mal feitas, e que aqueles dois pequenos “arranhões” viraram não só uma cratera, mas duas cidades de tártaros e outros derivados que, se não fossem descobertos a tempo, estariam dominando este pequeno corpo, o meu.

Na verdade, descobri isto em duas vezes (com juros altíssimos). Dente A: a dor de dente, como o nosso amigo Murphy (aquele da lei) deixou bem claro, só acontecerá quando estiver o mais distante possível de um especialista e na hora mais inadequada. Obedecendo rigorosamente estas regras, a dor veio às 2h, quando morava no Capão Redondo, sem carro, sem transporte público e com o consultório 24 horas mais próximo sendo na Rebouças (a uns 20 km de distância). Após muita dor e muitos, inclusive alguns novos, palavrões, a noção havia sido perdida, então, liguei para uma amiga muito próxima na época, pedindo que me buscasse em casa.

Por algum motivo, não me lembro qual (provavelmente, algo que envolva a frase “cala a boca, Fagner, não vou aí de jeito nenhum, seu folgado!”), tive que esperar até o amanhecer. Tentei dormir. Sem sucesso, fui procurar uma farmácia mais próxima a pé. Encontrei uma que era tudo, menos próxima, e comprei um remédio pra “muita dor” que me fez dormir até a tão aguardada carona para o consultório no bairro do Paraíso. A plantonista deixou o dente aberto, informou que deveria fechar, com algodão, apenas quando fosse comer (já vomitou?) e que eu deveria procurar um especialista em… canal, o temido e odiado canal.

O “especialista” encontrado deve ter sido aluno de Meneghel. Comecei a perceber quando o dente quebrou (isto mesmo: quebrou) ao comer um pão (e não era o italiano) na casa do meu sogro no primeiro semestre deste ano. Fui ao consultório 24 horas na Rebouças que deu uma aliviada até encontrar uma data num endotólogo (endotologista?). Antes porém, dias depois, o dente quebrou em mais um pedaço. Onde? Onde? Em Manaus. “Mas Manaus é uma capital, deve ter um dentista decente, né?”. Né não! Perguntei isto a um colega que trabalha na cidade (que é mais quente que o verão no inferno) e foi como se tivesse contado uma piada – daquelas bem boas. Pela gargalhada e pelo comentário “vocé é doido, prefira sua dor a colocar seus dentes nas mãos dos açougueiros daqui”, resolvi esperar até chegar em São Paulo.

Para contar o segundo caso, é necessário um rápido flashback. A desgraça causada pela Meneghel foi descoberta por uma dentista em Minas Gerais, na época em que eu morava lá, que fez o canal. Voltando aos dias atuais… o dente B “gritou” (a ponto de doer a cabeça inteira) a caminho de Naviraí, cidade do interior do Mato Grosso do Sul onde meus pais agora vivem. Ao olhar, percebi que se havia criado uma bolha na minha gengiva (não vou falar o conteúdo desta pra você não passar mal) e me toquei que a mineira era uma impostora. Obviamente, não aceitavam o meu plano naquela inóspita cidade, mas se para amenizar aquela dor minha única opção fosse vender os dois rins, eu o faria. Novamente, abriram meu dente e estava confirmado: a mineira era a mais fiel discípula de Meneghel.

A Saga continua…

Anunciados os 10 filmes brasileiros que disputarão uma vaga no Oscar

O Ministério da Cultura anunciou nesta sexta, dia 4, a lista de dez filmes que concorrerão a uma vaga na próxima festa da Academia. Dos 108 filmes nacionais exibidos neste ano, dez se apresentaram – de novatos a veteranos, dos desconhecidos aos famosos. Entre os conhecidos, Selton Mello vê sua estreia na direção tentando representar o Brasil ano que vem. Mello também está envolvido em outra produção que está na corrida; desta vez como ator, no drama “Jean Charles”. Matheus Nachtergaele, outro bom ator brasileiro, tentando a sorte na direção, pode disputar com “A Festa da Menina Morta”. Recentemente em cartaz nos cinemas nacionais, “O Contador de Histórias” também concorre. “Menino da Porteira”, com o cantor Daniel é outro nome na lista.

Uma comissão especial, que já está assistindo aos filmes, se reunirá no próximo dia 18 para escolher quem, dentre estes, ficará com a vaga para tentar figurar entre os indicados a Melhor Filme Estrangeiro na festa que acontece dia 7 de março. Abaixo, os dez nomes divulgados no site do Minc.

“Jean Charles”, de Henrique Goldman
“Feliz Natal”, de Selton Mello, com Leonardo Medeiros
“A Festa da Menina Morta”, de Matheus Nachtergaele, com Daniel de Oliveira e Jackson Antunes
“O Contador de Histórias”, de Luiz Villaça
“Besouro”
“Síndrome de Pinocchio – Refluxo”
“O Menino da Porteira”, com Daniel
“Se Nada Mais Der Certo”, de José Eduardo Belmonte, com João Miguel e Cauã ReymondLeal
“Budapeste”, de Walter Carvalho
“Salve Geral”, de Sérgio Rezende, com Andréa Beltrão