Arquivo mensal: outubro 2009

Novos Trailers: Green Zone e Invictus

Matt Damon pode não ser o melhor ator de sua geração, mas com certeza tem o dom de saber escolher uma boa produção – e bons amigos, também. Em cartaz no Brasil com “O Desinformante” (ótimo), do amigo Steven Soderbergh (da série “X Homens e Y Segredos”), o ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original por “O Gênio Indomável” viu só nesta semana dois novos trailers de filmes estrelados por ele sendo divulgados.

Invictus

Invictus” do mestre Clint Eastwood conta o primeiro ano de Nelson Mandela (Morgan Freeman, bela escolha) no governo sul-africano. No filme, Mandela acredita que, utilizando a linguagem universal do esporte, poderá unir seu povo e, para isso, contará com a ajuda do capitão do time de rugby Francois Pienaar (Damon). A película deve chegar ao Brasil em janeiro do ano que vem.

Green Zone

Dirigido por Paul Greengrass e com roteiro de Brian Helgeland (“Sobre Meninos e Lobos” e responsável pelo novo “Robin Hood”), “Green Zone” mostra as consequências dos americanos no território do Iraque. Damon é Roy Miller, um dos responsáveis por encontrar armas de destruição em massa naquele país. A produção marca a reunião do ator com Greengrass, da série “Bourne”, e tem estreia agendada para março de 2010 nos EUA.

Assista aos trailers de Invictus e Green Zone (/Film).

Fonte: IMDB

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Criatividade, cadê você? (ou Mania de HQ)

Não é novidade que a criatividade no cinema anda mal das pernas – em especial o americano. Há muitos anos, séries vêm sendo adaptadas, filmes antigos refilmados (alguns com os mesmos enquadramentos) e outros “recomeçados” (os famosos reboots), sem falar nas tantas produções baseadas em best-sellers que chegam todo mês na telona. Até os desenhos animados e personagens de videogame são alvos dos produtores de cinema.

Hoje, depois de duas semanas de férias e sem muito contato com a Internet (trabalho com computador 8 horas por dia, não poderia passar minhas férias perto de outro monitor), ao entrar em um dos sites que sempre abro ao chegar ao trabalho, pude perceber a quantidade absurda de vindouras produções oriundas dos quadrinhos. Claro que isso também não é uma nova – desde o começo dos anos 90 (depois de “Batman” de Tim Burton, lançado em 1989), esse tipo de produção virou mania – mas quando importantes sites especializados têm oito de 10 notícias sobre algum gibi virando filme, é sinal de que os investidores andam escolhendo o caminho mais fácil: recontar uma história que já tem um público garantido.

Não seria um exagero afirmar que alguns roteiristas (os mais conhecidos, pelo menos) da nona arte têm escrito suas obras já pensando numa eventual migração para a sétima. Comecei a ler a alguns meses atrás “Y – O Último Homem” de Brian K. Vaughan (voltei a ler só agora que a Panini relançou a séria aqui no Brasil), e, apesar de realmente muito boa, a história me parece ter sido feita por encomenda para uma adaptação. Não é à toa que a HQ sobre uma praga que elimina todos os homens (ou qualquer mamífero que possua o cromossomo Y) da Terra, exceto o jovem Yorick Brown e seu macaco Ampersand, já está em fase de pré-produção e deve sair em 2011, segundo o IMDB. Vaughan (conhecido também por produzir e roteirizar alguns episódios da série “Lost”) também poderá ver outra de suas obras no cinema, “Ex-Machina”.

Frank Miller (autor de “300”), um dos mais importantes nomes dos quadrinhos, gostou tanto da coisa que virou diretor de cinema. Depois de co-dirigir “Sin City” (baseado em sua própria HQ), topou dirigir “The Spirit” de Will Eisner (este sim, o mais importante quadrinista de todos os tempos), sozinho. O filme foi um fracasso? Foi. Mas isso não vem ao caso. “Hard Boiled”, “Ronin” e mais dois “Sin City” estão em fase de negociação. Estes todos de Miller.

Representando os arrasa-quarteirões, a lista é maior. “Homem-Aranha” tem mais dois na fila. A Warner deve lançar, no mínimo, mais um “Batman” – já que o elenco principal assinou para três produções. A franquia “X-Men” divulga um novo filme-solo de algum de seus mutantes todo dia. Já que falamos em heróis da Marvel, a empresa planeja dominar o mundo até 2012, com todos os principais super-heróis reunidos num filme só – “Os Vingadores”. Até a fraquíssima série “Quarteto Fantástico” vai gerar uma ramificação e veremos um filme do Surfista Prateado. Stan Lee, outro grande das HQs, que criou (ou ajudou a) estes, e mais da metade dos super-heróis, deve ver muitas outras de suas crias no telão.

Do lado das produções mais humildes (ou não), temos “Bone”, que pode virar três filmes animados, “Jonah Hex” com Josh Brolin e Megan Fox já está quase pronto, Brett Ratner (que dirigiu o terceiro “X-Men”) é o responsável por “O Lobo”, o diretor e desenhista Dave McKean, colaborador de Neil Gaiman, está negociando dirigir seu “Cages” (ele mesmo confirmou no Twitter) e até “Black Hole” de Charles Burns vai virar película – com roteiro de Gaiman e direção de David Fincher. Ah, Steven Spielberg e Peter Jackson vão produzir “As Aventuras de Tintin” com um elenco de primeira. A lista não para aí, mas não precisa de mais nomes para provar que os estúdios pensam que só existe uma galinha dos ovos de ouro.

É um nada se cria, tudo se adapta que é difícil encontrar pessoas criativas no cinema americano. Não quero dizer aqui que precisamos de inúmeros Charlie Kaufman, Paul Thomas Anderson, Michel Gondry, Quentin Tarantino, Irmãos Coen… nem inventar roteiros cabeludos como Lars Von Trier, para citar alguns que se preocupam em, vez ou outra (ou sempre), criar novas histórias. Nem prego a desnecessariedade(sic) das produções baseadas em HQs, livros, videogames, desenhos animados ou pequenos contos. Até gosto delas e enquanto me parecerem interessantes, pretendo ir aos cinemas assisti-las. Só me preocupa isso se tornar regra e eu precisar viajar até a Av. Paulista para assistir a outras opções de filmes, aqueles comuns, os do cotidiano, as simples, mas frescas e surpreendentes histórias.

E você aí na frente, todo arrumadinho, de óculos, levantando a mão dizendo “mas e o cinema europeu, latino, oriental, indiano…”, vou te lembrar que a maioria das fitas vindas destes lugares, você precisa ou morar numa capital para poder conferir algumas poucas delas nos cinemas de menor circuito ou de uma boa conexão para baixá-las – isso, quando fica sabendo do filme. Ironicamente, é provável que você saiba do filme depois deste ser refilmado em Hollywood.

Cartaz da 33ª Mostra Internacional de Cinema

Divulgado hoje o pôster da 33ª Mostra Internacional de Cinema que acontece em São Paulo a partir do próximo dia 23. A arte é dos grafiteiros conhecidos como Os Gêmeos, os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo. O grafite e a street art são, inclusive, temas de alguns filmes no evento.

Salas, ingressos (incluindo pacotes promocionais) e outras informações você encontra no site da Mostra.

33ª MICSP

Fonte: UOL e Site da Mostra

Adrien Brody (e Alice Braga) em Reboot de Predador

Alice Braga
Qual não foi a minha surpresa ao ler o blog da Variety e descobrir que não só estão fazendo um reboot de “Predador” (1987) – a ser chamado de “Predators” -, mas também que uma brasileira está no elenco. Outra novidade foi a (aparentemente) estranha escolha para o papel similar ao clássico personagem de Arnold (peraí, que vou olhar como se escreve) Schwarzenegger.

Brody
Continuando sua peregrinação em Hollywood, a paulistana Alice Braga (“Cinturão Vermelho”) foi escolhida para a produção de Robert Rodriguez. O papel, porém, ainda não foi decidido. Inesperado foi ver Adrien Brody (ganhador do Oscar por “O Pianista”) escalado para o personagem principal. Apesar de admirar Brody e de ter participado de outra aventura na floresta, enfrentando um monstro (“King Kong”), não me parece ser uma escolha óbvia – o que pode ser um ponto positivo.

Outros nomes do elenco também já foram escolhidos, como o parceiro de Rodriguez, Danny Trejo (“Grindhouse”) e Walt Goggins (de “Milagre em St. Anna”). Há rumores de que Topher Grace (do seriado “That 70’s Show”) esteja negociando para entrar no time, provavelmente num papel que será o alívio cômico da fita. A direção está nas mãos do desconhecido Nimrod Antal e o lançamento da película agendado para o meio do ano que vem, nos EUA.

Novo Trailer de Shutter Island

Shutter Island

Foi divulgado neste fim de semana o novo trailer de “Shutter Island“, quarta parceria do diretor Martin Scorsese com o ator Leonardo DiCaprio (“Gangues de Nova York”, “O Aviador” e “Os Infiltrados”).

Teddy Daniels (DiCaprio) e Chuck Aule (Mark Ruffalo, de “Ensaio Sobre a Cegueira”), agentes federais dos EUA, são enviados para um hospital psiquiátrico para criminosos, localizado em uma ilha – Shutter Island – com a missão de desvendar o desaparecimento de uma paciente assassina. Daniels, então, descobre que os médicos usam tratamentos ilegais e antiéticos nos pacientes. A investigação é comprometida quando um furacão passa pela ilha, libertando todos os criminosos, e o agente começa a duvidar de sua própria sanidade.

O elenco, como é comum nos filmes de Scorsese, é um dos destaques. Michelle Williams (“Sinédoque, Nova York”), Sir Ben Kingsley (“Xeque-Mate”), Max Von Sydow (“Minority Report”), Jackie Earle Haley (“Watchmen”) e Patricia Clarkson (“Vicky Cristina Barcelona”) estão na produção que chega em terras brasileiras no início do ano que vem.

Assista ao novo trailer do suspense no site da Apple, clicando aqui.

Kill Bill 3 vem aí?

Kiddo

Muito se falou de Quentin Tarantino nas últimas semanas no Brasil, principalmente quando cancelou sua visita ao país para divulgar o seu novo, “Bastardos Inglórios”, por estar “muito exausto”. Lá fora, uma outra novidade tem chamado atenção.

O cineasta concedeu uma entrevista em um programa talk show da Itália e abriu o jogo sobre possíveis sequências para seus longas. Disse ser difícil uma continuação para “Pulp Fiction” (faz todo sentido) e assumiu a possibilidade de uma prequel para o “Bastardos”. Porém o que mais chamou atenção foi seu comentário a respeito de “Kill Bill”. Na verdade, a questão foi levantada pelo próprio entrevistado, com uma bem-humorada colocação: “Você ainda não me perguntou uma terceira coisa. Pretendo filmar o terceiro volume de ‘Kill Bill’?” Pra, em seguida, dar a resposta, “Sim!”. A platéia, obviamente, enlouqueceu.

[Spoilers]
Os mais detalhistas perceberam, ao final do Volume II, que o nome de David Carradine não foi riscado como aconteceu com outros atores que tiveram seus personagens mortos – deixando mais clara a teoria, o sinal de interrogação aparece no nome de Daryl Hannah, já que sua Elle Driver foi deixada cega no meio do deserto.

Resta saber, caso o filme se torne realidade, o que Tarantino irá fazer a respeito do personagem do título. Carradine, àqueles que não sabem, foi encontrado morto num quarto de hotel da Tailândia, com uma corda nos dois pescoços – se é que você me entende.

Fato é que uma terceira parte do filme seria muito bem vinda, não só pelos excelente volumes I e II, mas também pelo cineasta dificilmente errar a mão.

Fonte: /Film