Arquivo mensal: janeiro 2010

Sam Worthington pode estar em Dracula

Sam Worthington é um cara de sorte. Depois do blockbuster “O Exterminador do Futuro – A Salvação” e de estar na produção com maior bilheteria de todos os tempos, “Avatar” de James Cameron, o ator inglês pode estar em outra mega-produção, “Dracula Year Zero“.

O filme, como o próprio título original sugere, mostrará o início da trágica história do mais famoso dos vampiros, Drácula. Na direção, Alex Proyas (“Presságio”) e os responsáveis pelo roteiros são Burk Sharpless e Matt Sazama, que estão escrevendo “Flash Gordon”.

Nenhum outro nome foi confirmado pela Universal Pictures, responsável pela adaptação desta história que tem dezenas de versões. Antes disso, em abril deste ano, poderemos ver Worthington em “Fúria de Titãs”, versão do longa de 1981.

Espero que, nesta época de “Crepúsculo” não cometam o pecado de “adolescentizar” esta obra.

Fonte: Variety

Um Ano de Sofia!

Eu devia ter entendido o sinal, no dia 11 de junho de 2008, quando descobrimos que nos tornaríamos pais, e curiosamente mantive a calma, com um gostoso ar de felicidade, mesmo as circunstâncias apontando um caminho difícil. Muito difícil. Só podia ser uma coisa boa. Mais do que isso, só podia ser a melhor coisa da nossa vida. E pouco mais de sete meses depois, vimos, era, de longe, o momento mais especial que vivemos.

Há um ano, nascia Sofia. Há um ano, me tornava, na prática, um pai.

Sou bem emotivo, não é novidade, justamente por isso fiquei surpreso quando, mesmo com a Sofia no meu colo pela primeira vez, poucos segundos após seu nascimento, nenhuma lágrima me veio aos olhos. Talvez aquela bagunça de sentimentos e pensamentos (todos bons) não me deixava entender tudo aquilo. Somente depois, quando a minha saída da sala de parto foi obrigatória, ao entrar no vestiário da maternidade, foi que desabei. Literalmente. Minhas pernas bambearam, tudo ficou branco e sentei, chorando. Agora, era pra valer.

Acredito que o processo de ser pai começa neste momento, o do nascimento – diferente da mulher, que parece nascer já sabendo como é ser mãe. Claro que muito se resgata da memória. Atitudes que devem ser copiadas do pai, outras, ignoradas, outras, aos nossos olhos, “atualizadas”. Personagens, livros, filmes, amigos, irmão. Tudo é útil, mas não é uma receita de bolo, que se seguida ao pé da letra chega a um resultado satisfatório. É uma vida. Uma vida começando do zero. Uma vida na nossa mão.

Pude perceber – e a partir deste ponto falo só por mim, afinal de contas, se não posso mensurar o meu sentimento, imagine o da mãe – a grande mudança que estava por vir logo nos primeiros dias, ali mesmo, na maternidade, quando a filhinha engasgou e, novato que era (e ainda sou), me desesperei, correndo com ela no colo, do jeito que estava, até a enfermeira, que não estava lá. Os segundos que demoraram pra funcionária aparecer pareceram horas. Era uma dor diferente. Não era aquele aperto no coração que dá quando termina um namoro, quando se decepciona com alguém, quando muda de cidade. Era algo totalmente novo. Cortante, assustador. Lógico, foi só um susto. E muitos destes vieram.

Se em se tratando de dor, as palavras são insuficientes, na alegria também é assim e fica impossível não apelar para o superlativo. Do primeiro sorriso às primeiras mudanças, que, por sinal, são perceptíveis a olho nu e acontecem diariamente. Cada aprendizagem tenho vontade de contar a todos os vizinhos, amigos e inimigos a novidade. Arrancar um sorriso da Sofia é o melhor exercício. Não me canso, não ligo se alguém está olhando. Se para um sorriso de canto de boca da guria eu precisar pular e gritar feito um louco, eu faço. Se para ela gargalhar, eu precisar me machucar um pouco, também. Não sou um pai coruja. Ser pai é ser coruja.

A minha felicidade depende inteira e diretamente da felicidade da Sofia.

Eu acho engraçada a relação do pai com a filha, principalmente nos casos dos moradores de São Paulo (ou qualquer outra metrópole), que são empurrados pela correria da cidade grande, fazendo os momentos com a família cada vez menores. Saio de casa às 8h, 9h da manhã (pra alguns, ainda sou sortudo), e só chego 12 horas depois. Então, a correria me faz parecer um mero coadjuvante na vida dela, porque ao chegar do trabalho, a moça já está quase nanando. (Um pequeno desabafo antes de continuar.) É triste ver como a sociedade menospreza o sentimento do homem quando pai. Por exemplo, quando a Sofia passou 11 dias no hospital (os piores momentos da minha vida) por conta da meningite, era comum ver as pessoas no trabalho falarem comigo que a mãe devia estar sofrendo muito, como se eu, o pai, me preocupasse mais com o servidor de e-mails que estava muito lento.

O menosprezo pelo lado paterno se comprova na licença paternidade, meros quatro ou cinco dias, vulgo nada, se comparar aos seis meses da mulher (penso que o ideal seria um ano para ela). Não, não acho que os pais deveriam ficar meses parados, mas com cinco dias, mal vi a guria, sem falar que passei três destes na maternidade – sorte que peguei um dia de folga. Uau! Como consequência do fato de ser coadjuvante, a relação da filhota comigo é quase unilateral. Pouco me difere, por exemplo, do cunhado ou de alguma amiga que visita a Sofia enquanto estou no trabalho. Mas isso vai passar. Dizem.

Tudo muda na vida de um recém-pai. Prioridades, objetivos, valores. Suas roupas, que antes eram sempre poucas, agora você pensa que são muitas, enquanto o guarda-roupa do filho sempre precisa de alguma novidade. E estou citando algo bem supérfluo. O seu mundo, suas necessidades se ajustam de acordo com a vida da criança e, o melhor, você não só não importa como se orgulha e faz com prazer. E o retorno disso é infinito – literalmente. Seja num sorriso, seja aprendendo a andar (ela está quase lá), quando dorme, quando acorda com o cabelo bagunçado e já sorrindo, quando fica tão feliz que parece que vai voar, quando formula frases do tipo “agluba bê ba pah”, quando dá tchau ou quando não faz nada.

Seu filho é você melhorado. É você corrigido. É o melhor de você. E ver isso todos os dias te faz instantaneamente querer ser uma pessoa melhor.

Só entende que não há exagero nas minhas palavras quem vive isso. Acho estranho quando encontro alguém que não quer ter filhos. Respeito, mas se soubessem o que estão perdendo, com certeza, pensariam diferente. Ou então o mundo está mais egoísta (e burro) do que nunca.

Finalizando, acho importante tirar qualquer dúvida sobre a minha admiração à mãe. Se estiver procurando uma boa maneira de ser pai, a melhor é tentar, ao máximo, se parecer com a mãe é o mínimo que posso dizer. É mágica a relação, principalmente nesta fase da vida da criança, entre mãe e filho.

Planejei um post para cada dia da semana passada e, como tantas outras coisas que não saem como planejo, não deu tempo – nem sequer consegui terminar o texto na data correta (dois dias atrás). Mas nem sete nem mil posts seriam suficientes para tentar expressar a felicidade de ser pai ou a importância desta guria na minha vida. Só queria deixar registrado, mesmo de forma simples e pequena, este dia, o primeiro aniversário de Sofia. E que ela seja a pessoa mais feliz do mundo e que faça tantos outros felizes. Eu sei que fará. Logicamente, não tanto como já faz o papai babão e a linda mamãe. E obrigado ao Papai do céu por colocar essa guriazinha na minha vida – eu realmente não mereço.

Parabéns, Sofia.

Remake de “Deixa Ela Entrar” Tem Data de Estreia

Na contra-mão da purpurinada série “Crepúsculo”, que fez muito sucesso com o recente “Lua Nova”, o melhor filme sobre vampiros dos últimos anos, “Deixa Ela Entrar” não traz belos homens e mulheres sedentos por sangue ou vísceras pulando no seu colo o tempo inteiro, mas duas crianças enfrentando dificuldades semelhantes, mesmo sendo tão diferentes – vampiro e humano. Não demorou muito e Hollywood adquiriu os direitos de adaptação do livro que originou o longa sueco, para mostrar sua visão da história – como se fosse necessário.

O projeto já tem nome há alguns meses e hoje foi divulgada a data de lançamento. “Let Me In“, escrito e dirigido por Matt Reeves (de “Cloverfield”), será lançado em 1º de outubro de 2010 nos EUA. Kodi Smit-McPhee (do ainda inédito no Brasil “A Estrada”) será o reprimido adolescente Owen, que sofre com os colegas da escola e se torna amigo da recém-vizinha (e vampira) Abby, Chloe Moretz (do também inédito “Kick-Ass”). Richard Jenkins (“Queime Depois de Ler”) também está no elenco, como o “assistente” de Abby.

A presença de Jenkins e Reeves na produção americana me deixa menos pessimista, ainda assim, não penso que chegará aos pés do excelente original – como (quase?) sempre acontece em qualquer remake.

Fonte: HorrorYearBook