Arquivo mensal: fevereiro 2011

Oscar 2011 – Meus Palpites

Bom, hoje é praticamente o dia mundial do cinéfilo. Na verdade, é o dia em que mais da metade do mundo se sente como tal – eu sou um destes. Lembro que, mesmo antes de levar o cinema um pouco mais a sério, ainda bem novo, assistia às cerimônias junto com meu pai e ficava chutando quem iria ganhar, enquanto apresentavam os indicados. Isso mesmo, sem nem mesmo conhecer muitos daqueles. Atualmente, não mudou muito. Só posso dizer que, de 10 anos pra cá, costumo ter visto algo próximo da metade (para cima ou para baixo) dos indicados quando esta data chega.

(Não vou cair aqui naquele discurso chato de gente alternativa que acha o Oscar injusto, máfia, farsa etc. Porque, independente disso ser verdade, é a premiação mais importante do cinema.)

Abaixo, mesclando alguns pelos quais eu torço, zebras e outros simplesmente porque achei a sinopse bem interessante (vulgo chute na sua forma mais pura), seguem meus palpites:

Filme
A Rede Social

Ator
Javier Bardem por Biutiful

Atriz
Natalie Portman por Cisne Negro

Ator Coadjuvante
Christian Bale por O Vencedor

Atriz Coadjuvante
Helena Bonham Carter

Diretor
Tom Hooper por O Discurso do Rei

Roteiro Original
O Discurso do Rei

Roteiro Adaptado
A Rede Social

Animação
Toy Story 3

Filme Estrangeiro
Dente Canino (Grécia)

Fotografia
O Discurso do Rei

Edição
A Rede Social

Direção de Arte
O Discurso do Rei

Figurino
O Discurso do Rei

Maquiagem
O Lobisomem

Trilha Sonora
127 Horas de A.R. Rahman

Canção
127 Horas (2010) de A.R. Rahman, por Dido(“If I Rise”)

Mixagem
Tron: O Legado

Edição de Som
A Origem

Efeitos Visuais
A Origem

Obs.: Ignorei aquelas categorias onde o meu chute seria muito absurdo, sem conhecimento algum do longa ou curta.

É isso. Volto mais tarde, no Twitter, para lamentar ou comemorar meus chutes.

Abraço.

Ela e eu

Ela veio de mansinho. Não sei como chegou, por onde entrou. Talvez já ali estava. Via-me entre o sonho e a realidade, quando senti seu corpo sobre o meu. Não queria acreditar. Era ela. Vistosa, imponente, segura, sem medo. Senti suas mãos sobre minha pele, passando pelos meus braços, meu pescoço, meus cabelos, meu rosto, minha orelha… minha boca. Estranho. Joguei-lhe ao chão, acendi as luzes. E vi.

– PUTA QUE PARIU! Uma barata!

Algumas pessoas têm medo das consequências do aquecimento global, de uma terceira guerra mundial. Outras, de perder um amigo ou um ente querido. Muitos diriam que temem morrer tragicamente, queimados ou afogados. Eu tenho medo de barata.

Antes que diga “ah, é normal”. Não, não é normal. Não do jeito que sinto, não do jeito que me sinto ao vê-la, quando falo ou penso nela. Os mais íntimos já viram a minha reação quando encontro uma. Estas pessoas têm uma ligeira ideia do que passo. Mas é mais do que isso. É difícil admitir, por causa do preconceito, mas eu sinto uma dor na barriga tamanho horror. Importante notar que não cito o nojo. Claro, ela é asquerosa. As antenas, aquela cabeça esquisita, o líquido… (droga, vomitei no teclado). É ódio e pavor numa mistura homogênea.

Não digo estas coisas só por este dia sobre o qual contei no início – da época em que morava numa edícula na antiga casa do meu irmão – mas por tantos outros casos igualmente assustadores. Minhas pernas ficam bambas, meu coração acelera, mudo de lado na rua quando me deparo com uma, pulo, corro e fujo sem olhar para trás. Eu sei, todo este drama é um tanto quanto suspeito. E é importante dizer que quando só há mulher por perto, tiro forças do além e faço minha parte. Só nestes casos.

E quando ela tem asas? ELA TEM ASAS! Eu não consigo pensar em sacanagem maior no mundo do que barata voar. Eu preferiria mil vezes que as cobras não tivessem perdido suas asas no Éden. Ou mesmo encontrar ratos belíssimos voando. Barata, não. Hm-Hm. Não dá.

Sinceramente, não encontro uma razão na existência da barata. E não vou fazer pesquisas na Web para entender esse porquê – não quero arriscar encarar gratuitamente esta figura. Mas por outro lado, enxergo um propósito básico na vida dela: atormentar o homem. Esta história de gostar de sombra – alguns dizem ser este o fator motivador dela vir para cima de nós – é conversa. Ela sabe o que está fazendo. Não está procurando o escurinho para se proteger, ela quer nos mostrar alguma coisa, quer se impor e mostrar que não nos teme minimamente.

Não duvidaria se um dia descobríssemos que a barata, esta entidade símbolo do mal, quer dominar o mundo – o fato de ser tão resistente não deve ser de graça ou uma coincidência da natureza. Aquele momento quando você encontra este ser parado no chão de sua cozinha ou em seu armário, ele não está ali cheirando alguma coisa ou procurando comida. Está matutando, nos estudando, marcando território.

Finalmente, quero aqui, além do desabafo, fazer um pedido sincero, do fundo do coração. Se existem pesquisas de células-tronco, estudos sobre a clonagem de humanos etc, vamos juntos buscar a extinção da barata, uma causa igualmente importante a estas acima. Não podemos mais conviver com ela. Afinal, depois pode ser tarde demais.