Arquivo mensal: agosto 2011

Visual do Novo Superman

A Warner Bros. divulgou hoje a primeira imagem do novo Superman vestido como o super-herói. O filme é uma produção de Christopher Nolan (“A Origem”) e está sendo dirigido por Zack Snyder (“Watchmen”). Gostei bastante do uniforme e, como imaginei, Henry Cavill está ótimo (ao menos, visualmente) como o kryptoniano. Veja abaixo (clique sobre a foto para ver no tamanho original).

Amy Adams (Lois Lane), Diane Lane e Kevin Costner (como o casal Kent) e possivelmente Russell Crowe interpretando Jor-El estão no elenco. “Man of Steel” estreia nos EUA dia 14 de junho de 2013.


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Os Melhores da Semana: 10 (+10) Diretores (com até 50 anos)

Sempre me interessei por listas dos melhores (ou mesmo dos piores). De filmes, músicas, seriados ou mesmo as mais detalhadas, como melhor solo de guitarra, pior vocalista cor de jambo, o mais rentável filme de estreia com uma atriz coadjuvante asiática menor de idade em terras dinamarquesas ou até aquelas fúteis, tipo os grandes artistas que sobreviveram aos 27 anos, melhores coxinhas ou as picanhas mais suculentas de São Paulo, tanto faz, eu gosto de gastar um tempo analisando, opinando e, quando possível, comprovando. Quando encontro, porém, um veículo com uma seleção de “melhores” bandas emocore ou pagode, seguro a vontade de vomitar, passo longe e denuncio.

Hoje, resolvi mudar de lado. Deixo esta fase que se resume a concordar – ou não – com listas alheias e inauguro a série “Os Melhores da Semana” . É importante explicar que com “melhores da semana”, mais do que uma lista escolhida para este período, é a escolha daquele momento, ou seja, depende diretamente do estado de espírito, do que tenho visto ultimamente, do que estou precisando ouvir ou rever, se é inverno ou verão. Porque em outra fase, em outro ano, mês, dia ou hora posso pensar diferente e até incluir algum elemento ou inverter a ordem. Lógico, existem verdades absolutas, como “O Poderoso Chefão” (revezo a colocação dos dois primeiros), o melhor filme ou “Comfortably Numb”, o melhor solo de guitarra. Mas na maioria das vezes, é assim que faço a triagem, principalmente das que mais me interessam – música e filme –, porque lidam diretamente com a emoção, cuja propriedade mais notória é a instabilidade.

A escolha do primeiro da série é um apanhado dos melhores diretores de até 50 anos de idade. Talvez por eu ser muito avesso à nostalgia. Sempre que posso eu fujo daquela história de “só o mais velho é bom” ou “antigamente, os filmes eram muito melhores”, “hoje não existe mais música boa”. A propósito, nem mesmo do sentimento que a nostalgia traz eu gosto, como se houvesse um tipo de trauma. Tanto é que algumas canções ou filmes nem gosto muito de revisitar, justamente pela carga emocional que me trazem. Claro, acredito que em alguns, talvez muitos casos o antigo pode ser melhor. Só sou contra aquela afirmação acompanhada de um tom de regra da superioridade do antigo sobre o novo. Para mim, não há regra.

No campo musical, por exemplo, pude ver, mesmo sendo fruto dos anos 80, ótimas bandas na ativa, como o Nirvana. Vi grupos alcançando um merecido reconhecimento mundial já no novo século, como o escocês Franz Ferdinand, guitarristas de primeiro nível tal qual John Mayer ou pianistas ignorantes como o Jamie Cullum. Ouvi muita gente tentando (e conseguindo) inovar de alguma maneira, como Radiohead, Beck e Jamiroquai, outros se afundando no próprio ego, apesar de terem nascido ótimos, vide os ingleses do Oasis. E vi o Los Hermanos crescer, nascer e morrer – e deverei vê-los ressuscitar – só para citar um brasileiro. Enfim, acredito que toda geração encontra, às vezes numa menor escala, é verdade, pessoas dispostas a fazer algo, quando não excelente, pelo menos diferente e novo – mesmo este sendo, vez ou outra, um antigo renovado.

Da mesma maneira é o cinema, também vítima de teorias pró-antiguidades. E provando que a teoria é falha, escolher os melhores diretores foi uma tarefa muito difícil, justamente pela quantidade de ótimos (alguns geniais) destes, nascidos dos anos 60 para cá. Curiosamente, depois de vê-los realizar clássicos modernos, como “Seven – Os Sete Pecados Capitais” (David Fincher aos 33 anos), “Amnésia” (Christopher Nolan, então, com 30 anos) ou casos mais revoltantes, como Kevin Smith aos 25 dirigindo e escrevendo o sensacional “Barrados no Shopping”, reparei que cineastas tais quais Steven Spielberg, Stanley Kubrick, George Lucas entre outros, também realizaram muitos de seus mais importantes filmes quando estavam próximos dos 30.

Finalmente, antes da seleção, se sinta à vontade para criticar e opinar o que quiser. Sem falar que minha memória não é das melhores e posso ter esquecido algum nome no meio do caminho.

10 Melhores Diretores (com até 50 anos)

1 – Quentin Tarantino (48 anos)

Com 29 anos, o ex-atendente de locadora Quentin Tarantino dirigiu o excelente “Cães de Aluguel” e dois anos depois, o clássico “Pulp Fiction – Tempos de Violência”. Com estes dois longas, Tarantino, quem também roteirizou estas fitas, já entraria para a lista. Mas deixando claro que não era uma questão de sorte, dirigiu ainda “Jackie Brown”, “Kill Bill” e o incrível “Bastardos Inglórios”.

 

2 – David Fincher (48 anos)

Quando pensei em fazer esta lista, um dos primeiros nomes que me veio à cabeça foi justamente David Fincher. De cara, por algum motivo, talvez os cabelos brancos, supus que ele não se encaixava no perfil. Fui confirmar com um amigo (@wmodro) se não faltava alguém essencial e ele me perguntou se constava Fincher. Só então vi que o diretor de “Clube da Luta” é de 62. Foi ele também quem comandou os excelentes “Vidas em Jogo”, “O Quarto do Pânico”, “Zodíaco” e “A Rede Social”. Não vi como se saiu em “Alien 3”, quando ainda tinha 30 anos. Só não foi parar em primeiro lugar por não ter percebido que “O Curioso Caso de Benjamin Button” era uma cópia de “Forrest Gump”, curiosamente do mesmo roteirista Eric Roth.

 

3 – Christopher Nolan (41 anos)

Sem dúvida, o diretor que melhor mescla entretenimento com inteligência na indústria cinematográfica. Depois de atrair a atenção do mundo com “Amnésia” (indicado ao Oscar por Melhor Roteiro Original) e mostrar um Robin Williams assustador em “Insônia”, Nolan elevou o nível dos filmes de super-herói com seus dois Batmen. No intervalo dos primeiros blockbusters do homem-morcego ainda realizou o excelente “O Grande Truque” e, na pausa para o terceiro (e último sob sua direção), escreveu e dirigiu um dos melhores filmes dos últimos anos, “A Origem”.

4 – Darren Aronofsky (42 anos)

Assisti a “Réquiem para um Sonho” há alguns anos, quando o chegou às locadoras. A maneira com que o cineasta apresenta o efeito das (verdadeiras) drogas foi realmente marcante e inesquecível. Imagens sem o mínimo de sutileza, a trilha sonora do eterno parceiro do diretor, Clint Mansell, interpretações absurdas como a de Ellen Burstyn (recebeu uma indicação ao Oscar por melhor atriz), tudo muito bem orquestrado. Não me recordo das primeiras palavras que proferi ao fim do filme, mas com certeza foi algum palavrão. Aronofsky, como poucos, tem uma filmografia impecável: “Pi”, o subestimado “Fonte da Vida” e “Cisne Negro”. Todos trazem, em comum, a ambição do homem como pano de fundo, se os sacrifícios valem a pena, o que perdemos, o que ganhamos e o que arriscamos. (Infelizmente, ainda não pude ver “O Lutador”.)

5 – Paul Thomas Anderson (41 anos)

Por muitos anos, ouvi o nome de Paul Thomas Anderson como o grande diretor da atualidade – isso há mais de dez anos. Ouvia mais pela maravilha chamada “Magnólia” do que pelo ótimo “Boogie Nights”. Demorei alguns anos para ver o filme-que-chove-rãs e mesmo com tanta expectativa, fui surpreendido com tanta beleza e sensibilidade. Entrou para minha lista de melhores filmes da história – e talvez o que mais me fez chorar. Anderson ainda arriscou uma comédia romântica em “Embriagados de Amor” e voltou para o drama no arrebatador “Sangue Negro” (adaptação do livro “There Will Be Blood” de Upton Sinclair), numa metáfora, talvez a mais interessante de tantas realizadas em Hollywood, sobre os EUA e a busca pelo petróleo nos países do oriente médio.

6 – Guillermo Del Toro (46 anos)

Foi difícil escolher entre os mexicanos Alejandro González Iñárritu (“Amores Brutos”, “21 Gramas”), Alfonso Cuarón (“Filhos da Esperança” e “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”) e Guillermo Del Toro. Principalmente entre estes dois últimos. Mas Del Toro prevaleceu com sua (nada infantil) fantasia “O Labirinto do Fauno”. Poucos filmes me chocaram tanto quanto este, da menina que viaja com a mãe grávida e para nas mãos do padrasto, um capitão fascista, numa floresta ao norte da Espanha. Uma aula de maquiagem num roteiro tão fantasioso quanto melancólico. As divertidas e vigorosas adaptações da HQ “Hellboy” e “Blade” também merecem destaque.

7 – Andrew Stanton (45 anos)

Outra difícil escolha, fiquei com os nomes de Pete Docter e Andrew Stanton digitados no Word, pensando seriamente em incluir os dois, respectivamente, responsáveis por “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, os filmes favoritos da minha filha Sofia, de 2 anos de idade. Mas deveria escolher apenas um e o maravilhoso “Wall-E” me fez optar por Stanton, apesar de ter chorado rios em “Up – Altas Aventuras”, do primeiro. Os gênios se revezam (ou se juntam) nos melhores roteiros da Pixar.

 

8 – Sam Mendes (46 anos)

Estreando com o pé direito no cinema com o ganhador do Oscar de Melhor Filme “Beleza Americana”, Sam Mendes pode se orgulhar de ainda não ter errado a mão. Desde a livre adaptação da HQ “Estrada para a Perdição”, passando pelo ótimo e inovador filme de guerra “Soldado Anônimo” até o devastador “Foi Apenas um Sonho”. Todos têm em comum a destruição dos sonhos americanos. Vamos ver o que ele fará com James Bond, agora sob sua batuta.

9 – Zach Snyder (45 anos)

Não é à toa que Christopher Nolan escolheu Zach Snyder para dirigir a nova versão do Superman. Surpreendendo desde o seu primeiro filme, o terror “Madrugada dos Mortos”, Snyder tem como características principais o visual estilizado e o respeito às obras por ele adaptadas. Quem leu as HQs “Watchmen” e “300” e depois assistiu aos filmes do diretor sabe do que estou falando. Com a produção de Nolan, posso apostar meu rim direito que o novo homem de aço, com estreia agendada para 2013, dará certo.

10 – Jason Reitman (33 anos)

Acredito que minha veia de comunicador social não seja um dos motivos, mas o filme do canadense, de 33 anos, mais inteligente em minha opinião é o seu primeiro, “Obrigado por Fumar”, uma sátira sobre a indústria do cigarro (ou “sobre a manipulação de informações”, se preferir) através dos olhos do porta-voz destas corporações, interpretado por Aaron Eckhart. Criativo e cínico como poucos, o filho de Ivan Reitman – esse mesmo, o diretor de “Os Caça-Fantasmas” – com certeza será um dos grandes nomes do cinema em poucos anos. “Juno” e “Amor Sem Escalas” são seus outros longas na telona, ambos renderam indicação ao Oscar de Melhor Diretor.

 

+10 Diretores (com até 50 anos)

11 – J. J. Abrams (45 anos)

J.J. Abrams, criador de “Lost”, a série mais cultuada – e com o fim mais polêmico – dos últimos anos, é também o responsável pela melhoria da série “Missão: Impossível” (ele dirigiu o terceiro e produz o próximo juntamente com Tom Cruise, agora dirigido por Brad Bird, diretor de “Os Incríveis”). Abrams ainda cumpriu uma tarefa difícil: realizar um novo “Jornada nas Estrelas” e agradar os antigos fãs.

12 – Edgar Wright (37 anos)

Poucas parcerias são tão gostosas de ver no cinema atualmente como Edgar Wright e Simon Pegg. Vimos isso em“Todo Mundo Quase Morto” e “Chumbo Grosso”, excelente comédias de humor negro. Mas isso não significa que o diretor de apenas 37 anos não funciona sozinho. Wright também realizou uma obra visualmente inédita (e muito divertida) na adaptação de HQ homônima “Scott Pilgrim Contra o Mundo”.

13 – Kevin Smith (41 anos)

O precoce Kevin Smith dirigiu seu primeiro grande sucesso de crítica, “O Balconista”, aos 24 anos. No outro ano, lançou o divertidíssimo “Barrados no Shopping”. E não parou mais. O intérprete de Silent Bob e amigão de Ben Affleck, vez ou outra, também ataca de ator. Quase sempre, acompanhado de Jay (perdão pela terrível cacofonia), vivido por Jason Mewes. O sensível “Procura-se Amy” e o polêmico “Dogma” figuram entre suas crias mais notórias.

14 – Matthew Vaughn (40 anos)

Assisti a apenas dois filmes de Matthew Vaughan, mas um foi o mais divertido do ano passado, “Kick-Ass” (junto com “Watchmen”, meu primeiro Blu-ray), e outro, a melhor surpresa de 2011, o reboot dos mutantes da Marvel. Dois acertos em dois. Sem dúvida, um grande diretor.

15 – Guy Ritchie (42 anos)

Demorei alguns anos para ver “Snatch – Porcos e Diamantes”, de que tanto falavam. Maravilha de filme, com humor negro único, Brad Pitt engraçadíssimo, Jason Statham antes de se tornar astro e um Vinnie Jones doente. O diretor voltou a acertar em “Rock’n Rolla” e “Sherlock Holmes”.

16 – José Padilha (44 anos)

O brasileiro que saiu do mercado da Economia para os cinemas José Padilha – e que em breve participará de “Rio, Eu Te Amo” – recebeu merecidamente o Leão de Ouro em Berlim, pelo excelente trabalho em “Tropa de Elite”. Dois anos depois, amadureceu o personagem e o estilo e realizou uma sequência ainda melhor. Sem falar que há alguns anos já havia acertado a mão no ótimo e premiado documentário “Ônibus 174”.

17 – James Mangold (47 anos)

Só por ter feito Sylvester Stallone ser um bom ator no policial “Cop Land”, James Mangold já poderia entrar para a lista. “Garota, Interrompida”, “Identidade” e “Johnny e June” convenceram, mas foi o western excepcional “Os Indomáveis” que transformou Mangold em um dos melhores diretores da do atualidade.

18 – Joe Wright (39 anos)

Sensível como poucos, Joe Wright realizou dois dos melhores romances épicos do novo século, “Orgulho e Preconceito” e “Desejo e Reparação”. Também emocionou em “O Solista” e ainda dirigiu “Hanna”, mostrando que também é versátil.

19 – David Yates (48 anos)

Seria injusto não inserir o responsável pelos últimos quatro filmes de “Harry Potter”. Conseguiu agradar a todos os fãs, que acompanhavam os livros da J.K. Rowling há anos e a série cinematográfica desde 2001, e encerrou a saga da melhor maneira possível.

20 – M. Night Shyamalan (41 anos)

Não nos esqueçamos que antes de “Fim dos Tempos”, película ruim de dar dó, M. Night Shyamalan assustou meio mundo com “O Sexto Sentido” e fez um excelente longa de super-herói, criado por ele, em “Corpo Fechado”. “A Vila” e “Sinais”, apesar de não agradar a todos, foram ótimos suspenses e muito bem dirigidos.

Fonte das imagens: Corbis
Fonte da idade dos cineastas: IMDB.com

Atualização:

Não fique assim, Peter Jackson. Sou eu, e apenas eu (e minha memória de peixe), o culpado por você, que fez um filme de fantasia receber 11 estatuetas do Oscar, mesma quantidade do grande “Ben Hur” e do não tão grande “Titanic”, com a trilogia sensacional “O Senhor dos Anéis”, não ter entrado na lista no início. Pode até não ter acertado no “Um Olhar do Paraíso”, mas desde “Almas Gêmeas”, de 1994, e a refilmagem estilosa de “King Kong”, da qual gostei muito, é um senhor diretor. E obrigado, @wmodro, por me lembrar deste pecado.