Arquivo da categoria: HQ

Terceiro trailer de “O Homem de Aço”

Divulgado novo trailer de “O Homem de Aço“. A nova versão do kriptoniano é dirigida por Zack Snyder, a partir de uma história de Christopher Nolan e David S. Goyer, e roteirizada por este. Nolan, mais conhecido pela trilogia recente do Batman – e em quem a Warner confiaria a vida – produz o longa com estreia marcada para 12 de julho aqui no Brasil.

O trailer, o terceiro do super-herói da DC Comics, investe no drama, da mesma maneira que os primeiros fizeram. Com um destaque maior para o personagem interpretado por Russell Crowe, Jor-El, pai biológico de Superman (Henry Cavill, de “Imortais”). Ouvimos também pela primeira vez claramente a voz de Lois Lane em um interrogatório com o próprio herói. Lois será vivida pela ruiva Amy Adams (“Dúvida”). Completam o elenco Kevin Costner, Diane Lane (“Noites de Tormenta”), pais terráqueos de Clark Kent, e Michael Shannon (“Foi Apenas um Sonho”) como o vilão General Zod, outrora vivido por Terence Stamp nos filmes de Richard Donner.

A nova adaptação não terá nenhum vínculo com os primeiros filmes de Donner, tampouco com o último de Bryan Singer. Até o famoso tema de John Williams, reconhecido por muitos (eu, por exemplo) como um dos mais marcantes do cinema, não será ouvido na trilha sonora agora composta por Hans Zimmer. A história mostra as dificuldades de um jornalista (Kent) de outro planeta para entender o motivo de estar na Terra, de ter super poderes, até onde deve se mostrar e o que precisará fazer para proteger a quem tanto ama.

Escolhi uma versão legendada (tem que ativar esta opção). Gostei do vídeo e obviamente, por ser meu herói da infância, é o filme mais aguardado do verão americano.

Anúncios

Novo Trailer de Man of Steel

A Warner Bros. divulgou nesta terça o novo trailer de “Man of Steel“, o Superman que Zack Snyder (“300” e “Watchmen”) dirige numa produção de Christopher Nolan (Trilogia “O Cavaleiro das Trevas” e “A Origem”).

Depois do teaser lançado em julho à lá “Árvore da Vida”, o novo vídeo agora conta um pouco mais de história, em especial, sua relação com seus pais “terráqueos” (Kevin Costner e Diane Lane), infância de Clark Kent e vemos até um relance do General Zod (Michael Shannon), além de Russell Crowe como Jor-El. Ao que parece, a história mostrará muito do lado humano de Superman.

Trilha sonora feita para arrepiar (funcionou bastante comigo), muitos flares e algumas cenas de ação, trailer lindo. Complicado mesmo é esperar até julho do ano que vem, quando o filme estreia no Brasil.

Na cópia de “O Hobbit”, que estreia nesta sexta-feira aqui no Brasil, haverá um novo trailer. Veja o vídeo abaixo.

 

Olha isso: Cartaz resume 315 artes minimalistas da Cultura Pop

Este cartaz maravilhoso – roubado do blog americano /Slash, que roubou do The High Definite – dispensa comentários. Dá pra perder uns bons minutos tentando descobrir (fácil, a maioria deles) os personagens do universo Pop que, dependendo do caso, são reunidos em um grupo.

Clique sobre a imagem para aumentar.

Sensacional.

Abraço.

Memória de Elefante, de Caeto

As HQs autobiográficas sempre me chamaram mais a atenção do que, por exemplo, as de super-heróis. Antes que me crucifiquem, não menosprezo de forma alguma os (quase sempre) uniformizados heróis ou os outros quadrinhos que não se encaixam em alguma categoria. Muitos deles, inclusive, aparecem na lista de melhores HQs que já li, como “Watchmen”, “A Piada Mortal”, entre outros. Gosto de tudo, contanto que o autor respeite o leitor. No entanto, é notável o quanto admiro aqueles que resolvem contar sua vida em forma de quadrinhos. “MAUS”, “Epiléptico”, “Fun Home”… e este “Memória de Elefante”, romance gráfico recentemente lançado pela Quadrinhos na Cia.

Artista plástico, ilustrador, quadrinista, vocalista de uma banda punk rock, duro, beberrão, irresponsável, cara-de-pau e meio atrapalhado com as mulheres. Arriscou morar sozinho em São Paulo, pulando de casa em casa, vivendo, quando não de favor, de “trampinhos ingratos” que vão de pintar vasos até ajudar a limpar livros em um sebo. Este é Caeto – na superfície. De perto, a cada página, a cada encontro com sua família e seus amigos, a cada porre, se descobre o verdadeiro personagem. A bebida, na verdade, é a maneira que ele encontra para se esconder das incertezas e fraquezas.

Entre as utilidades do álcool, talvez uma das principais, está a tentativa de esconder a depressão oriunda da ausência de uma figura paterna. Filho de um homossexual assumido, soropositivo e depravado, seu difícil relacionamento com o velho o persegue ao ponto de não conseguir sentir um verdadeiro amor pelo pai, apenas eventuais admirações, mas que sempre são sobrescritas pelos traumas e grosserias, mesmo quando está debilitado pela doença. Sua “memória de elefante” torna tudo muito vivo em sua mente, o que piora o relacionamento, até em seus melhores momentos.

Tal qual Spiegelman em “MAUS”, claramente uma de suas inspirações, Caeto começa a contar sua história antes mesmo de saber onde ela vai dar (“quem sabe você não vira um personagem do livro”, diz em determinado momento a uma importante personagem). Falando em influência, outro detalhe que chama a atenção é a metáfora, recurso muito utilizado pelo autor, lembrando em diversos momentos o francês David B. (pseudônimo de Pierre-François Beauchard) em “Epiléptico”. Aqui, de forma menos surreal, mas nem por isso menos interessante. Assim como estes citados acima, “Memória de Elefante” não é leve, mas profundo e triste em vários momentos – tristeza muitas vezes minimizada pelo bom humor do autor. Aliás, não fosse a simpatia do personagem principal, a leitura seria ainda mais difícil.

A fácil identificação com lugares e situações (principalmente, para quem mora em São Paulo), a sinceridade de Caeto e os diálogos realistas (uma discussão, mais ao fim do livro, dele com sua irmã é absurdamente real e emociona) tornam a leitura muito gostosa, graças ao bom ritmo do quadrinista, que faz as mais de 200 páginas passarem voando. A arte, em preto e branco, é também um destaque, graças a criatividade do autor.

“Memória de Elefante” mostra a importância da família, quando funciona como tal ou quando não, e o que isso impacta na nossa vida. É também sobre aquela outra família, a que escolhemos fazer parte ou que nos acolhe: os nossos amigos. Soando muitas vezes como homenagem a estes. Sobre responsabilidades e a difícil arte de crescer. “Preciso arrumar um trabalho”, “será que um dia vou pagar minhas contas?”, “queria ter com quem dividir meus pensamentos”. Todos, em algum momento, passaram por estas incertezas. E é por ter me identificado com diversas situações, que admiro ainda mais esta história.

MAUS, de Art Spiegelman

Até hoje, não sei muito bem de onde vinham aqueles gibis que eu lia quando era mais novo. Não sei se do meu irmão, se doado por alguém, se roubado, se emprestado. Fato é que não me lembro de, pequeno, me encontrar numa banca comprando “Turma da Mônica”, por exemplo. Além dos gibis (sempre bons) do Mauricio de Sousa, lia Zé Carioca, Tio Patinhas… Mas me ver lendo gibi naquela época não era assim tão freqüente, acontecia mais em viagens – minha família não parava num lugar por muito tempo – que só não eram intermináveis graças a essas leituras. Lembro de ter alguns em casa também, mas não era comum. Quando adolescente, sempre passava nas bancas e namorava alguma HQ, mas não tinha coragem de pedir dinheiro aos meus pais para isso. Atribuo a este fator o motivo de ser apenas um grande apreciador – e não um grande conhecedor – da nona arte.

Anos mais tarde, mais especificamente quando comecei a trabalhar, passei a investir pequena parte do meu dinheiro nisso. Começando com Batman (meu preferido) e Superman – sim, o básico de alguns da minha geração. Passando por algumas séries da DC (e suas ramificações), poucas coisas da MARVEL e outras histórias que me pareciam interessantes. Até que um dia me deparei com uma suástica e dois ratinhos: “MAUS”, de Art Spiegelman. Parei, peguei, folheei, vi a arte, li alguns quadros e, pronto, se tornou objeto de desejo. A saga completa é relativamente cara e, por algum motivo do além, mesmo quando eu tinha dinheiro, postergava a compra, como se fosse um sinal, “ainda não é o momento certo, espere, vai chegar sua hora”. Enquanto não chegava, li Alan Moore (dentre os dele, “Watchmen”, uma aula sobre super-heróis), comecei “Sandman” de Gaiman algumas vezes (até hoje, não terminei), li Eisner – qualquer obra do mestre merece um post –, passei pelo surpreendente “Fun Home”, li dos leões de Bagdá de Brian K. Vaughan e iniciei também a saga de Yorick, entre outros quadrinhos.

Outubro de 2009. Manhã de domingo. Último dia da feira da Comix em São Paulo. Eu, com 25 anos nas costas. Não podia mais esperar. Oportunidade perfeita. Eu não tinha medo de não encontrar, afinal, qualquer um que se diz amante dos quadrinhos já deve ter visto o holocausto pelos olhos do judeu polonês Vladek Spiegelman. Não estava errado, lá estava ele, “MAUS”. Na pré-seleção, tática ensinada pelo amigo Wesley Modro (este sim, um grande conhecedor dos quadrinhos) para ajudar a escolher entre tantas opções, eu já me comunicava com o livro: “calma, não se preocupe, hoje você vai pra casa comigo”. E não o decepcionei. Trouxe-o, numa cesta junto com “1602”, “Sábado dos Meus Amores”, “Epiléptico” volumes 1 e 2, “Y – O Último Homem” e “Nova Hélade”, do brasileiro Cadu Simões.

A HQ, única a receber um prêmio Pulitzer, em 1992, começa com o pequeno Art Spiegelman, roteirista e desenhista da obra, chegando aos prantos para o pai, após uma desavença com os amigos. “E-eu caí e meus amigos foram embora s-sem mim” chora o filho. “Amigos? Seus amigos? Se trancar elas em quarto sem comida por uma semana aí ia ver o que é amigo”, responde o pai, ainda com sotaque. A frase, à princípio, exagerada, também serve para dar o tom à história que se segue. Distantes há muitos anos, filho, Art (sim, o autor), vai para casa do pai, Vladek Spiegelman, após uma série de acontecimentos trágicos, ainda com a ideia de escrever sobre a vida do velho, especialmente na guerra. Então, somos apresentados a história do pai, desde o início do namoro com Anja, sua amada, os tempos na Polônia, o casamento, passando pela fuga, prisão e fim da Segunda Guerra Mundial.

Como o próprio Vladek diz no início, para contar esta história seriam necessários muitos livros, mas Spiegelman, sabiamente, escolhe os quadrinhos e uma excelente narração que nunca deixa o leitor perder o interesse, nos mostrando não só os horrores da guerra, em especial, os absurdos dos campos de concentração, mas também o reflexo deste vergonhoso acontecimento na vida de todos os sobreviventes – e, claro, nos filhos destes.

Outro acerto do autor foi a arte, toda em preto e branco, o que deixa as páginas ainda mais interessantes, pois muito, de um tema que por si só é violento e pesado, fica por conta da mente do leitor – os traços, aqui, servem apenas para guiar, e não limitar, a imaginação. Em outra sacada genial, Spiegelman representa todas as etnias com rostos de animais; ratos (daí, MAUS, rato em alemão) para os judeus, gatos para alemães, americanos como cachorros, poloneses como porcos, para citar os mais presentes.

O roteiro, claro, é o maior destaque. Spiegelman, quadrinista vindo do cenário underground americano, varia entres os mais díspares sentimentos e temas; violência nos campos de batalha e de concentração, romance, a complicada relação com o pai e deste com sua mulher, a avareza, a perda de um filho e suas consequências, o preconceito (mesmo daqueles que sofrem com ele), a felicidade nas pequenas coisas e ainda alivia com momentos cômicos, quase sempre com humor negro (já perto do final, Vladek discutindo com o gerente de um supermercado é impagável). Não será difícil em uma página se ver chorando (o casal separado no campo de concentração é de apertar o coração) e, na próxima, gargalhar, como na página 135 em uma conversa que envolve até o nome de Walt Disney. Injusto também não lembrar do suspense presente em cada fuga do astuto Vladek, um estrategista nato, que sabia escolher o momento de ficar em grupo e o momento de lutar sozinho.

A comparação com outra grande obra sobre o holocausto “A Lista de Schindler”, é inevitável, inclusive em personagens e situações, como as da câmara de gás. Obrigatória aqui a informação de que o filme, de 1993, veio após a graphic novel. Elogiar esta obra-prima, não só dos quadrinhos, mas da literatura mundial é quase chover no molhado, mas para quem ainda não leu ou pretende (re)começar a ler quadrinhos algum dia, esta é uma leitura obrigatória e, sim, ainda atual. Somos nós, humanos, ali, não ratos, porcos, gatos e cachorros, mas homens. Mesmo num tema já mostrado de diversas maneiras, “MAUS” se destaca pela realidade e consegue a proesa de ser imparcial em boa parte do livro, quando não vemos ali diferença do nazista que atira na cabeça para um judeu que trai toda uma família. Não há vilões, não há heróis, apenas humanos.

Vale cada capítulo, cada página, cada quadro e merece cada revisitada.

Criatividade, cadê você? (ou Mania de HQ)

Não é novidade que a criatividade no cinema anda mal das pernas – em especial o americano. Há muitos anos, séries vêm sendo adaptadas, filmes antigos refilmados (alguns com os mesmos enquadramentos) e outros “recomeçados” (os famosos reboots), sem falar nas tantas produções baseadas em best-sellers que chegam todo mês na telona. Até os desenhos animados e personagens de videogame são alvos dos produtores de cinema.

Hoje, depois de duas semanas de férias e sem muito contato com a Internet (trabalho com computador 8 horas por dia, não poderia passar minhas férias perto de outro monitor), ao entrar em um dos sites que sempre abro ao chegar ao trabalho, pude perceber a quantidade absurda de vindouras produções oriundas dos quadrinhos. Claro que isso também não é uma nova – desde o começo dos anos 90 (depois de “Batman” de Tim Burton, lançado em 1989), esse tipo de produção virou mania – mas quando importantes sites especializados têm oito de 10 notícias sobre algum gibi virando filme, é sinal de que os investidores andam escolhendo o caminho mais fácil: recontar uma história que já tem um público garantido.

Não seria um exagero afirmar que alguns roteiristas (os mais conhecidos, pelo menos) da nona arte têm escrito suas obras já pensando numa eventual migração para a sétima. Comecei a ler a alguns meses atrás “Y – O Último Homem” de Brian K. Vaughan (voltei a ler só agora que a Panini relançou a séria aqui no Brasil), e, apesar de realmente muito boa, a história me parece ter sido feita por encomenda para uma adaptação. Não é à toa que a HQ sobre uma praga que elimina todos os homens (ou qualquer mamífero que possua o cromossomo Y) da Terra, exceto o jovem Yorick Brown e seu macaco Ampersand, já está em fase de pré-produção e deve sair em 2011, segundo o IMDB. Vaughan (conhecido também por produzir e roteirizar alguns episódios da série “Lost”) também poderá ver outra de suas obras no cinema, “Ex-Machina”.

Frank Miller (autor de “300”), um dos mais importantes nomes dos quadrinhos, gostou tanto da coisa que virou diretor de cinema. Depois de co-dirigir “Sin City” (baseado em sua própria HQ), topou dirigir “The Spirit” de Will Eisner (este sim, o mais importante quadrinista de todos os tempos), sozinho. O filme foi um fracasso? Foi. Mas isso não vem ao caso. “Hard Boiled”, “Ronin” e mais dois “Sin City” estão em fase de negociação. Estes todos de Miller.

Representando os arrasa-quarteirões, a lista é maior. “Homem-Aranha” tem mais dois na fila. A Warner deve lançar, no mínimo, mais um “Batman” – já que o elenco principal assinou para três produções. A franquia “X-Men” divulga um novo filme-solo de algum de seus mutantes todo dia. Já que falamos em heróis da Marvel, a empresa planeja dominar o mundo até 2012, com todos os principais super-heróis reunidos num filme só – “Os Vingadores”. Até a fraquíssima série “Quarteto Fantástico” vai gerar uma ramificação e veremos um filme do Surfista Prateado. Stan Lee, outro grande das HQs, que criou (ou ajudou a) estes, e mais da metade dos super-heróis, deve ver muitas outras de suas crias no telão.

Do lado das produções mais humildes (ou não), temos “Bone”, que pode virar três filmes animados, “Jonah Hex” com Josh Brolin e Megan Fox já está quase pronto, Brett Ratner (que dirigiu o terceiro “X-Men”) é o responsável por “O Lobo”, o diretor e desenhista Dave McKean, colaborador de Neil Gaiman, está negociando dirigir seu “Cages” (ele mesmo confirmou no Twitter) e até “Black Hole” de Charles Burns vai virar película – com roteiro de Gaiman e direção de David Fincher. Ah, Steven Spielberg e Peter Jackson vão produzir “As Aventuras de Tintin” com um elenco de primeira. A lista não para aí, mas não precisa de mais nomes para provar que os estúdios pensam que só existe uma galinha dos ovos de ouro.

É um nada se cria, tudo se adapta que é difícil encontrar pessoas criativas no cinema americano. Não quero dizer aqui que precisamos de inúmeros Charlie Kaufman, Paul Thomas Anderson, Michel Gondry, Quentin Tarantino, Irmãos Coen… nem inventar roteiros cabeludos como Lars Von Trier, para citar alguns que se preocupam em, vez ou outra (ou sempre), criar novas histórias. Nem prego a desnecessariedade(sic) das produções baseadas em HQs, livros, videogames, desenhos animados ou pequenos contos. Até gosto delas e enquanto me parecerem interessantes, pretendo ir aos cinemas assisti-las. Só me preocupa isso se tornar regra e eu precisar viajar até a Av. Paulista para assistir a outras opções de filmes, aqueles comuns, os do cotidiano, as simples, mas frescas e surpreendentes histórias.

E você aí na frente, todo arrumadinho, de óculos, levantando a mão dizendo “mas e o cinema europeu, latino, oriental, indiano…”, vou te lembrar que a maioria das fitas vindas destes lugares, você precisa ou morar numa capital para poder conferir algumas poucas delas nos cinemas de menor circuito ou de uma boa conexão para baixá-las – isso, quando fica sabendo do filme. Ironicamente, é provável que você saiba do filme depois deste ser refilmado em Hollywood.

Revista Empire elege 50 maiores personagens de HQ

A revista inglesa Empire aproveitou a onda de HQ em todo o mundo (edição da Comic-Con em polvorosa, sucesso de “The Dark Knight” e outras adaptações) e divulgou em seu site uma seleção com os 50 maiores personagens das Histórias em Quadrinhos.

A seleção de uma das mais importantes revistas de Cinema do mundo foi um tanto quanto óbvia e medida, acredito, pela popularidade do herói ou vilão – na lista, como você pode ver no site constam também nomes importantes do lado negro das histórias.

Coloquei aqui os 10 primeiros colocados. Um dos destaques da lista é, não é necessariamente nenhuma novidade, a presença de Stan Lee em muitas das criações. Pessoalmente, achei algumas falhas, entre umas grandes e outras mais discretas. Coloco a seguir algumas opiniões pessoais.

A presença de Marv, o interessantíssimo personagem criado por Frank Miller em “Sin City” que sai em busca do responsável pelo assassinato de uma prostituta até a forte cena de sua morte na cadeira elétrica, na 26ª posição da seleção é uma injustiça. E mais injusto que isso é Rorschach, um dos personagens mais importantes da história das HQ, estar na 16ª posição. Correto seria o quase-fascista criado por Alan Moore de “Watchmen” estar, no mínimo, entre os 10 melhores.

Representando os que estão bem colocados, mas poderiam estar mais atrás, coloco O Coisa de Stan Lee em “Quarteto Fantástico”. Conheço pouco sobre o quarteto com poderes especiais e não tenho muita empatia por eles. É fato que, dentre os 4, a criatura feita inteiramente de rocha é o que mais me chama atenção, mas não para entrar na lista dos 10.

Finalizo a sessão de falha com duas falhas indiscutíveis: Como colocar em primeiro lugar o homem de aço e seu grande arquiinimigo Lex Luthor na 32ª posição? E onde está The Spirit. Criado pelo mago dos quadrinhos Will Eisner (pra quem não sabe, o principal prêmio dos quadrinhos, leva esse nome), a lista falha com quem nunca deveria falhar.

No mais, a lista é interessante só por contar um pouco de cada personagem dessa cada vez mais respeitada mídia. Segue abaixo o Top 10 e para ver a lista completa, só clicar aqui.

Ah, sou fã do Superman, mas não há herói nas HQ maior que Batman.

Superman (criado por Jerry Siegel) – Primeira aparição em 1938, na Action Comics #1

A história inspirada na história de José do Egito (alguns acreditam que foi inspirada na história de Jesus Cristo) ultrapassa gerações e gerações e não perde sua força. Quando Jor-El descobre que seu planeta Kripton está para ser destruído, envia à Terra o pequeno Kal-El. o garoto cresce e se “veste” para o mundo de Clark Kent, um humano comum, quando sua natureza é, na verdade, um extraterrestre com força sobrenatural (uma de suas diferenças básicas dos outros heróis).

No cinema, se destacam as duas primeiras versões de Richard Donner, com Christopher Reeve como personagem-título e Gene Hackman como o vilão Luthor. A última incursão do herói nos cinemas, de Brian Singer, com Kevin Spacey como Lex Luthor, apesar da boa qualidade não fez muito sucesso, pelo excesso de romantismo e ausência de cenas de ação.

Destacam as HQ “Superman – O Adeus” (Alan Moore), “Para o Homem que Tudo Tem”, “Identidade Secreta” e “Reino do Amanhã”

Batman (Bob Kane) – Primeira aparição em Detective Comics #1 (1939)

Ao contrário do amigo Superman, Batman não possui poder algum, apenas dinheiro e o trauma de infância, quando perdeu seus pais num assalto (nos gibis há diversas versões da morte de seus pais). Usando o uniforme de morcego, Bruce Wayne defende dos marginais e criminosos Gothan City, cidade onde vive.

Christopher Nolan reinventou o herói no cinema (antes, duas boas versões de Tim Burton, uma duvidosa e outra vergonhosa de Joel Schumacher) com Batman Begins. Na seqüência, criou a melhor adaptação de quadrinhos da história do cinema com The Dark Knight.

Destacam as HQ “A Piada Mortal” (Alan Moore), “O Homem que Ri”, “O Asilo de Arkhan”, “Batman – Ano Um”, “O Cavaleiro das Trevas” e “O Cavaleiro das Trevas – O Retorno” (estes três de Frank Miller).

John Constantine (Alan Moore) – Primeira aparição em The Swamp Thing #37 (1985)

Criado por um dos maiores escritores da mídia em questão, Alan Moore, o caçador de demônios não faz muito sucesso no Brasil. John Constantine faz um anti-herói. Beberrão, fumante e com sérios problemas de saúde.

No cinema, deixou os fãs indignados com Keanu Reeves (moreno, quando o herói é claramente loiro) no papel principal. Não é um grande filme, mas também não deixa de ser um bom entretenimento.

Wolverine (Len Wein) – Primeira aparição em Hulk #181 (1974)

O mutante mais conhecido dos nerds teve origem num experimento realizado na época da segunda guerra mundial. Aproveitando de seu dom de se reconstituir, inseriram no lugar de seus ossos adamatium, objeto mais cortante que um diamante, segundo os quadrinhos.

Depois do sucesso dos três longas (dois de Brian Singer e um terceiro de Brett Ratner) sobre os mutante do X-Men, Logan terá filme-solo e chega no Brasil no próximo ano.

Spider-Man (Stan Lee) – Primeira aparição em Amazing Fantasy #15 (1962)

Herói favorito da molecada, deve grande parte de seu sucesso atual aos longas que renderam mais de 1 bilhão ao todo. Peter Parker é picado por uma aranha e a partir daí adquire seus poderes. Claro, sempre foi um sucesso, mas é inegável que é mantida hoje graças aos filmes de Sam Raimi.

Dream (Neil Gaiman) – Primeira aparição em The Sandman #1 (1989)

Pretendo resolver meu pecado de não ter lido obra alguma de Gaiman, um dos mais importantes quadrinistas da atualidade.

Judge Dredd (John Wagner) – Primeira aparição em 2000 AD Prog (1977)

Não conheço. Desculpa.

Coringa (Bill Finger e Jerry Robinson) – Primeira aparição em Batman #1 (1941)

Arquiinimigo de Batman, o Coringa possui diversas versões quanto ao motivo do corte ou problema do seu rosto. Analisado de diversas formas por inúmeros autores, a mais conhecida história dele pode ser a sombria história de Alan Moore, em “A Piada Mortal”. Outras que se destacam, é a sua importante presença em “O Cavaleiro das Trevas” e “O Cavaleiro das Trevas – O Retorno” de Frank Miller.

No cinema, foi interpretado por Jack Nicholson no primeiro longa de Tim Burton e recentemente na incrível e memorável performance de Heath Ledger em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.

Magneto (Stan Lee e Jack Kirby) – Primeira aparição em X-Men #1 (1963)

O principal vilão de X-Men foi amigo de Charles Xavier, mutante líder dos heróis da Marvel.

O Coisa (Stan Lee e Jack Kirby) – Primeira aparição em Quarteto Fantástico #1 (1961)

Para aqueles que têm preguiça de entrar no site, completam a lista, dos mais conhecidos do público brasileiro: Obelix (23ª), a Mulher-Maravilha (20ª), O Justiceiro (19ª), Iron Man (17ª), Hulk (14ª), Vladek Spielgelman (do clássico MAUS, 13ª), Lanterna Verde (41ª) e Hellboy (35ª).