Arquivo da categoria: Música

Ouve essa: Amok – Atoms for peace

Novamente, mostrando não ver nenhum problema em ver suas músicas baixadas ou ouvidas de graça por aí, Thom Yorke e sua superbanda paralela Atoms for Peace divulgaram ontem o álbum de estreia, Amok, completo na Internet, para ouvir. Detalhe é que o disco só será lançado dia 25 próximo. E não é só isso: na página do CD, fica disponível a opção de “embedar” todas as canções em seu site, como eu mesmo fiz.

Além de Yorke, o grupo é composto também pelo baixista do Red Hot Chilli Peppers Flea e o produtor Nigel Godrich, parceiro do Radiohead desde os tempos de The Bends.

Gostei bastante dessa primeira ouvida. Ouça, logo abaixo.

http://widgets.xlrecordings.com/amok/widget.php

Anúncios

Uma simples coincidência

 

(O pequeno relato abaixo não tem nada demais, nada de profundo – exceto pra mim)

Mundo engraçado. Saindo do estação da Vergueiro, vindo para o trabalho, encontrei o Sr. Nelson, deficiente visual. Quase sempre que venho de metrô, é possível encontrar alguém guiando-o. E hoje, depois de vê-lo apanhar da infraestrutura horrível do Metrô (o piso “braile” dá numa catraca no sentido contrário), fui eu a tentar ajudá-lo.

Para minha sorte, ele estava indo para o Beneficência Portuguesa, hospital por onde passo todos os dias, então pude acompanhá-lo até a porta do setor onde troca sua roupa para trabalhar. Pelo caminho, perguntou meu nome, onde trabalhava, se preocupou com o nosso horário (ele sabia que tínhamos apenas suficientes 5 minutos para entrar, não sei como), apontava para os locais onde costuma comer, prédio onde trabalha, deu até pra saber que além de trabalhar no BP, é também funcionário público em outro lugar de onde sai apenas às 21h. Detalhe: assim como eu, ele entra às 7h.

Mas a parte curiosa é que quando o encontrei, ainda na saída da estação, eu estava de fone de ouvido, que retirei assim que começamos a andar juntos. Então, tão logo o deixei na porta do Bloco I, coloquei de volta o fone e para minha surpresa, de 5GB de música em modo aleatório, estava tocando justamente a linda “Lover of the Light“, do Mumford and Sons, cujo vídeo-clipe é justamente este abaixo, dirigido pelo ator inglês Idris Elba e Dan Cadan. Com belíssima fotografia, o vídeo tem algumas interpretações possíveis, além de Elba, também à frente das câmeras, emocionando como o cego em busca de luz.

Como disse, não tenho nada profundo para dizer a respeito. Fato é que senti um nó na garganta e olhos marejados tamanha coincidência.

http://videoplayer.vevo.com/embed/Embedded?videoId=GBUV71201739&playlist=false&autoplay=0&playerId=62FF0A5C-0D9E-4AC1-AF04-1D9E97EE3961%20&playerType=embedded&env=0&cultureName=en-US&cultureIsRTL=False

Versão de estúdio de The Daily Mail, Radiohead

Ótima canção que ficou de fora do álbum The King of Limbs, “The Daily Mail”, já tocada em alguns shows do Radiohead, recebe agora uma versão de estúdio. Gravada para um especial de TV da BBC, a música será lançada em breve como EP, segundo o site weallwantsomeone.org. “Staircase”, também engavetada no último CD da banda, estará no mesmo EP que estará nas lojas (lá fora) antes do final do ano.

Clique aqui para ouvir a música.

Apenas o vocal de Thom Yorke e o piano predominam a canção, lembrando um pouco a “Videotape” do penúltimo álbum de estúdio… Pelo menos até os 2:08. Quem me conhece minimamente, sabe que o grupo liderado por Yorke é, de longe, a banda que mais gosto. Talvez a única que acompanho as novidades, compro CDs sem mesmo saber se será bom – nunca me decepciono, pelo contrário, sempre me surpreendo. Então, qualquer comentário a respeito será muito suspeito.

.

.

.

Sei que estou distante do blog há algum tempo, então, a primeira postagem merecia mais atenção, mas prometo retomar o Cinema Franco, principalmente agora que estou de férias escolares – sem previsão de retorno às aulas.

Abraço,

FFSA

Já ouviu essa: Atoms for Peace

Hoje, em mais uma prova que o Twitter, entre muita bobagem, consegue ser útil para alguns propósitos inúteis, descobri, através do @lucioribeiro, que o líder do Radiohead montou (pelo jeito, no ano passado), juntamente com outros músicos conhecidos, uma nova banda: Atoms for Peace.

O grupo é formado, além de Yorke no piano e na guitarra, por Flea (sim, o baixista do Red Hot Chili Peppers), o produtor de longas datas de Radiohead Nigel Godrich, na guitarra e teclados, Joey Waronker (que já tocou com R.E.M., Smashing Pumpkins e Beck) e Mauro Refosco (tocou com David Bryne), ambos na bateria. A prática desta união de músicos de diferentes bandas não é novidade no cenário musical. Yorke mesmo já flertou com outros grupos e até com um DJ (na música “Rabbit In Your Headlights” e seu sensacional clipe, por exemplo).

Obviamente, o que me atraiu nesta história foi a mistura do frontman do Radiohead (quem me conhece minimamente sabe que se tivesse que ordenar minha lista de bandas preferidas, a primeira seria o grupo inglês) e o australiano Flea, um dos melhores baixistas de todos os tempos.

E assistindo aos clipes abaixo, pude notar que a mistura não só funciona bem como traz aquela sensação de “por que isso não aconteceu antes?”. O nome da banda é também o nome de uma das faixas de The Eraser, cd solo de Yorke, e um dos vídeos a seguir é um pout-porri de canções do mesmo álbum.

Fonte: Popload e Wiki

Ouve essa: Atoms for Peace

Hoje, em mais uma prova que o Twitter, entre muita bobagem, consegue ser útil para alguns propósitos inúteis, descobri, através do @lucioribeiro, que o líder do Radiohead montou (pelo jeito, no ano passado), juntamente com outros músicos conhecidos, uma nova banda: Atoms for Peace.

O grupo é formado, além de Yorke no piano e na guitarra, por Flea (sim, o baixista do Red Hot Chili Peppers), o produtor de longas datas de Radiohead Nigel Godrich, na guitarra e teclados, Joey Waronker (que já tocou com R.E.M., Smashing Pumpkins e Beck) e Mauro Refosco (tocou com David Bryne), ambos na bateria. A prática desta união de músicos de diferentes bandas não é novidade no cenário musical. Yorke mesmo já flertou com outros grupos e até com um DJ (na música “Rabbit In Your Headlights” e seu sensacional clipe, por exemplo).

Obviamente, o que me atraiu nesta história foi a mistura do frontman do Radiohead (quem me conhece minimamente sabe que se tivesse que ordenar minha lista de bandas preferidas, a primeira seria o grupo inglês) e o australiano Flea, um dos melhores baixistas de todos os tempos.

E assistindo aos clipes abaixo, pude notar que a mistura não só funciona bem como traz aquela sensação de “por que isso não aconteceu antes?”. O nome da banda é também o nome de uma das faixas de The Eraser, cd solo de Yorke, e um dos vídeos a seguir é um pout-porri de canções do mesmo álbum.

Fonte: Popload e Wiki

Opinião: Show do Coldplay em São Paulo

Difícil falar sobre Coldplay e não citar seus conterrâneos do Radiohead. Principalmente, quando o último grande show assistido, antes do grupo de Chris Martin, é justamente o “concorrente” liderado pelo gênio (já apontando a minha preferência) Thom Yorke.

Fato é que, apesar de, publicamente, Martin sempre admitir a influência da banda mais velha – o grupo de Yorke lançou seu primeiro CD em 1993, quase dez anos antes de “Parachutes” – nunca encontrei tantas semelhanças nos dois grupos, se não o falsete, muito utilizado pelos dois vocalistas, a qualidade inquestionável dos backing vocals (Will Champion e Ed O’Brien) e certa melancolia em algumas melodias. Ah, é claro, a postura politicamente correta dos dois líderes, sempre pregando a favor do planeta ou de outras causas sociais.

Há alguns anos, especificamente, nos dois últimos CDs, o Coldplay vem se distanciando do Radiohead, principalmente, no que diz respeito à letra (para mim, isto representa a maior parte da música). Enquanto a banda formada no interior da Inglaterra continua preferindo o pessimismo ou a ironia (“Don’t get any big idea, they’re not gonna happen”, canta Yorke em Nude, por exemplo), mostrando como a banda enxerga o mundo, entre outros defeitos, hipócrita, o grupo londrino aposta cada vez mais no otimismo, na paz, na esperança (“And I have no doubt one day the sun will come out” da faixa Lovers of Japan). E se Radiohead ainda surpreende musicalmente, com um som mais difícil e único, Coldplay até busca mudança, mas buscando mais o épico. E neste ponto – e na popularidade – está mais pra U2 que qualquer outro grupo.

Agora, fica fácil entender aonde quero chegar: o quarteto inglês, que passou pela capital paulista nesta última terça-feira está, hoje, muito mais para o quarteto da ilha ao lado, do vocalista Bono Vox, do que para o Radiohead. E foi com tal expectativa que cheguei ao Estádio do Morumbi, por volta das 19h.

Quando entramos – meu irmão, eu e suas respectivas esposas – a banda Vanguart já estava no palco. Foi impossível não lembrar de Los Hermanos (influência perceptível no som dos garotos de Cuiabá) abrindo o show para Radiohead (que inspirou… bem, vocês sabem). Fiquei surpreso com o estádio relativamente vazio, mas logo me lembrei da cidade em que moro, e seu trânsito, e imaginei que o cenário mudaria até a atração principal. Só não sabia o quanto. Depois do show dos cuiabanos e da meia dúzia de músicas da banda Bat for Lashes (liderada por uma aspirante a Björk, só que menos… Björk), o estádio do São Paulo Futebol Clube foi lotando até, já próximo da apresentação do Coldplay, estar completamente cheio, inclusive no acesso as pistas.

Alguns minutos após as 21h30min, horário marcado para o início do show, o quarteto estava no palco. Depois de duas faixas do álbum mais recente “Viva La Vida”, a banda acertou ao tocar, sem a menor preocupação em faltar ânimo para o resto do show, seus três maiores sucessos, “Clocks”, “In My Place” e “Yellow”. O grupo também fez questão de apresentar novas versões de canções mais conhecidas, ora de maneira interessante (“Shiver”) ora brilhante (“The Hardest Part”) ora desnecessária (“God Put Smile Upon Your Face/Talk”). “Lovers in Japan”, o sucesso “Viva La Vida” (o “ô ô ôô” da música foi repetida diversas vezes pelo público, nas pausas, durante a música e ao fim do show), “Life in Technicolor II” e as antigas “The Scientist” e “Politik” completam os grandes momentos da noite.

O quarteto, apesar de alternar bem as canções mais conhecidas com as (um pouco) menos conhecidas, errou quando optou sempre ficar no limite. Deixando mais claro: em vez de deixar aquela vontade de “quero mais” em alguns momentos, exageravam, trazendo a sensação de “tá bom, né?”, como na segunda metade do show, quando foram para mais perto do público, num pequeno palco no meio do estádio. Mesmo com a excelente “Shiver” e o momento descontraído dos parabéns (era aniversário do vocalista), esta parte poderia ter sido menor.

No que diz respeito à banda, no final das contas, apesar de algumas falhas, o saldo foi positivo. Como esperado, os ingleses esbanjam carisma – a exceção do baixista Guy Berryman, de poucos sorrisos. Especialmente, o frontman que, como um bom visitante, fez questão de dizer algumas palavras em português (um clichê educado), dançou, deitou na passarela, improvisou no piano. Champion, o baterista, que cantou os parabéns para o líder, também é uma simpatia. A direção de arte estava bela, com direito a telões revezando com belas paisagens e efeitos ou imagens dos integrantes – erraram no tamanho, muito pequeno –, fogos de artifício, chuva de borboletas, fora as clássicas bolas amarelas no grande sucesso “Yellow” passando por cima dos que estavam na pista.

Outro grande destaque da noite, infelizmente, foi a péssima equipe responsável pelo som. E isso estragou muito a noite. Diversas vezes, notava-se uma oscilação no áudio do microfone dos integrantes e nos seus instrumentos. Sem falar que estava extremamente baixo para um local daquele porte. A título de curiosidade, minha sogra mora praticamente ao lado do estádio e não se incomodou com o som – ao contrário, segundo ela, do AC/DC que parecia tocar na garagem de sua casa.

Enfim, dois anos depois de trazer menos de 10.000 pessoas ao Via Funchal, os ingleses deram um salto no sentido de popularidade e lotaram um estádio com 65 mil presentes (segundo o UOL). E isso é, de certa maneira, um mérito. Falta ainda, no entanto, um pouco de maturidade a banda, para cortar alguns caprichos. Talvez se definirem mais, se pops, se alternativos. Particularmente, prefiro o início da banda. Então, neste caso, quem sabe, amadurecer significa voltar as origens.

Como a própria personalidade do grupo, o show ficou no meio termo. Diria satisfatório, pouco acima da média, sem a extrema qualidade do Radiohead (que tocou para metade do público no ano passado) numa impecável apresentação nem o espetáculo (melhores som e setlist) que foi o U2, no mesmo lugar, em 2006. Mas ainda assim, uma bela noite.

SETLIST:

Life In Technicolor
Violet Hill
Clocks
In My Place
Yellow
Glass Of Water
42
Fix You
Strawberry Swing
God Put A Smile Upon Your Face/ Talk
The Hardest Part
Postcards From Far Away
Viva La Vida
Lost!
Shiver

Parabéns para você/Happy Birthday
Death Will Never Conquer
Don Quixote
Viva La Vida (remix)

encore:
Politik
Lovers In Japan
Death And All His Friends

encore:
The Scientist
Life in Technicolor 2
The Escapist

P.S.: Ao fim, como prometido durante o show, foi distribuído aos presentes, um CD com nove faixas. Um gesto bonito, principalmente, se levar em consideração os elevados valores dos ingressos (que iam de R$180 a R$600).

Fontes:
Setlist: VivaLaColdplay.com
Foto: JCorreio

De olho no Oscar: Candidatos a Melhor Canção

Centenas de sites divulgaram na noite de ontem as 63 canções semi-finalistas ao Oscar de Melhor Canção Original em 2010.  Mas até agora não vi ninguém divulgar quem são os executores destas canções (em inglês soa bem melhor, performers). Para que ficar sabendo disso? Pra ter uma idéia de quem poderá fazer os números musicais na festa da Academia em 07 de Março do ano que vem. Seria lindo ver Sacha Baron Cohen, Bono Vox, Sting, Slash, Snoop Dogg, Elton John e Chris Martin juntos, cantando “…Ich bin Brüno dove of peace…”.

Mas saber tudo isso também é bom para nos prepararmos para um possível novo Jorge Drexler. Para quem não conhece ou não se lembra, Drexler concorria ao prêmio de Melhor Canção Original em 2005 pelo tema do filme “Diários de Motocicleta”, do diretor brasileiro Walter Salles, “Al Otro Lado Del Rio”, mas foi substituído por Antonio Bandeiras e pelo guitarrista mexicano Carlos Santana na execução da música durante a festa por ser totalmente desconhecido do público americano. Para o azar dos organizadores, Drexler levou o prêmio, e seu discurso comoveu e constrangeu a todos, como você pode ver no vídeo ao final deste post.

Este ano a história pode se repetir, entre outras, com a lindíssima canção “Innocent Child” do filme “Skin”, que por aqui foi exibido apenas no Festival Internacional do Rio de Janeiro em 2008 com o título “Pele”. Veja um clipe do filme com a música cantada por Miriam Stockleyde.

Dito tudo isto, segue abaixo a lista das canções concorrentes e seus respectivos performers, que você encontra só aqui, com exceção de duas músicas, cuja informação não está disponível na rede:

“All Is Love” from “Where the Wild Things Are” – Karen O And The Kids
“Almost Over You” from “My One and Only” –  Dillon O’ Brian & Howard Herrick
“Almost There” from “The Princess and the Frog” – Anika Noni Rose
“AyAyAyAy” from “The Maid” – Pedro Piedra Does
“Back to Tennessee” from “Hannah Montana The Movie” – Billy Ray Cyrus
“Being Bad” from “Duplicity” – Shana Halligan & Kiran Shahani
“Blanco” from “Fast & Furious 4” – Pitbull feat. Pharrell
“Brothers in Arms” from “Brothers at War” – John Ondrasik (Five for Fighting)
“Butterfly Fly Away” from “Hannah Montana – The Movie” – Miley Cyrus & Billy Ray Cyrus
“Cinema Italiano” from “Nine” – Kate Hudson
“Colorblind” from “Invictus” – Overtone
“Depression Era” from “That Evening Sun” – Patterson Hood
“Don’t Walk Away” from “Hannah Montana – The Movie” – Miley Cyrus
“Dove of Peace” from “Brüno” – Sacha Baron Cohen, Bono Vox, Sting, Slash, Snoop Dogg, Elton John & Chris Martin
“Down in New Orleans” from “The Princess and the Frog” – Randy Newman and the Dirty Dozen Brass Band
“Fly Farm Blues” from “It Might Get Loud” – Jack White
“Forget Me” from “I Love You, Beth Cooper” – Eleni Mandell
“God Bless Us Everyone” from “Disney’s A Christmas Carol” – Andrea Bocelli
“Here” from “Shrink” – Jackson Browne
“Hideaway” from “Where the Wild Things Are” – Karen O And The Kids
“Hoedown Throwdown” from “Hannah Montana – The Movie” – Miley Cyrus
“I Bring What I Love” from “Youssou N’Dour: I Bring What I Love” – Youssou N’Dour
“I See You” from “Avatar” – Leona Lewis
“(I Want to) Come Home” from “Everybody’s Fine” – Paul McCartney
“If You’re Wondering” from “The Lightkeepers” – Zana Mesihovic
“Impossible Fantasy” from “Adventures of Power” – Miranda Lee Richards and Ethan Gold
“Innocent Child” from “Skin” –  Miriam Stockley
“Invictus 9,000 Days” from “Invictus” – Overtone with Yollandi Nortjie
“Legendary” from “Tyson” – Nas
“Let Freedom Reign” from “Skin” – Hélène Muddiman
“Loin de Paname” from “Paris 36” – Nora Arnezeder
“Ma Belle Evangeline” from “The Princess and the Frog” – Jim Cummings
“My One and Only” from “My One and Only” – Holly Palmer & Dillon O’ Brian
“Na Na” from “Couples Retreat” – A.R. Rahman, Vivian Chaix, A R Ameen, Clinton & Dominic
“Never Knew I Needed” from “The Princess and the Frog” – Ne-Yo
“New Divide” from “Transformers: Revenge of the Fallen” – Linkin Park
“New Jersey Nights” from “Adventures of Power” – B. Original
“New York Is Where I Live” from “Did You Hear about the Morgans?” – Steve Tyrell
“No Time for Love” from “Simon & Malou” – Fallulah
“One Day” from “Post Grad” – Jack Savoretti
“Only You” from “The Young Victoria” – Sinéad O’Connor
“Other Father Song” from “Coraline” – They Might Be Giants
“Petey’s Song” from “Fantastic Mr. Fox” – Jarvis Cocker
“Ponyo on the Cliff by the Sea” from “Ponyo” – Fujioka Fujimaki & Nozomi Ohashi
“Possibility” from “The Twilight Saga: New Moon” – Lykke Li
“Raining Sunshine” from “Cloudy with a Chance of Meatballs” – Miranda Cosgrove
“Running Out of Empty (Make Ourselves at Home)” from “Lymelife” – The Spaceship Martini
“Smoke without Fire” from “An Education” – Duffy
“Somebody Else” from “Crazy Heart” – Jeff Bridges
“Stu’s Song” from “The Hangover” – Ed Helms
“Take It All” from “Nine” – Marion Cotillard
“Through the Trees” from “Jennifer’s Body” – Low Shoulder
“Trust Me” from “The Informant!” – Steve Tyrell
“Un Bouquet des Violettes” from “New York, I Love You” – ?
“We Are the Children of the World” from “The Imaginarium of Doctor Parnassus” – Terry Gilliam
“We Love Violence” from “The Imaginarium of Doctor Parnassus” – ?
“The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)” from “Crazy Heart” – Ryan Bingham
“When You Find Me” from “Adam” – Joshua Radin
“Winter” from “Brothers” – U2
“The Word Is Love” from “Oy Vey! My Son Is Gay!” – Lulu
“You Got Me Wrapped around Your Little Finger” from “An Education” – Beth Rowley
“You’ll Always Find Your Way Back Home” from “Hannah Montana – The Movie” – Hannah Montana
“You’ve Been a Friend to Me” from “Old Dogs” – Bryan Adams

Jorge Drexler, no Oscar 2005.

Wesley Modro