Arquivo da categoria: Rapidinha

Terceiro trailer de “O Homem de Aço”

Divulgado novo trailer de “O Homem de Aço“. A nova versão do kriptoniano é dirigida por Zack Snyder, a partir de uma história de Christopher Nolan e David S. Goyer, e roteirizada por este. Nolan, mais conhecido pela trilogia recente do Batman – e em quem a Warner confiaria a vida – produz o longa com estreia marcada para 12 de julho aqui no Brasil.

O trailer, o terceiro do super-herói da DC Comics, investe no drama, da mesma maneira que os primeiros fizeram. Com um destaque maior para o personagem interpretado por Russell Crowe, Jor-El, pai biológico de Superman (Henry Cavill, de “Imortais”). Ouvimos também pela primeira vez claramente a voz de Lois Lane em um interrogatório com o próprio herói. Lois será vivida pela ruiva Amy Adams (“Dúvida”). Completam o elenco Kevin Costner, Diane Lane (“Noites de Tormenta”), pais terráqueos de Clark Kent, e Michael Shannon (“Foi Apenas um Sonho”) como o vilão General Zod, outrora vivido por Terence Stamp nos filmes de Richard Donner.

A nova adaptação não terá nenhum vínculo com os primeiros filmes de Donner, tampouco com o último de Bryan Singer. Até o famoso tema de John Williams, reconhecido por muitos (eu, por exemplo) como um dos mais marcantes do cinema, não será ouvido na trilha sonora agora composta por Hans Zimmer. A história mostra as dificuldades de um jornalista (Kent) de outro planeta para entender o motivo de estar na Terra, de ter super poderes, até onde deve se mostrar e o que precisará fazer para proteger a quem tanto ama.

Escolhi uma versão legendada (tem que ativar esta opção). Gostei do vídeo e obviamente, por ser meu herói da infância, é o filme mais aguardado do verão americano.

Anúncios

Meu grande talento

Deveria ser crime ser eu. Talvez uma cartilha da ONU orientando ao povo a não ser eu, mesmo sob ameaça de morte, cairia bem. No mínimo, uma multa para aquele que se portasse como tal ou, ainda pior, fosse eu. Quem sabe, assim, eu me esforçaria mais para ser diferente.

Tenho a impressão de que meu cérebro, devido à queda vertiginosa do meu Q.I. nos últimos anos, trabalha em dobro para realizar tarefas básicas. Enquanto alguns se esforçam para fazer cálculos quânticos muito complexos ou tomar uma decisão difícil no trabalho ou entender os filmes de David Lynch, eu devo fazer careta, tamanho esforço cerebral, para saber o que responder quando me dizem “boa noite!”.

Porque não foi a primeira nem a segunda nem a terceira vez que caprichei em ser Fagner, o agora oitavo dan na arte da estupidez. Posso, após esta manhã, ser um instrutor da imbecilidade. Aprendizado garantido.

Hoje, como de costume, acordei com um palavrão à mente. Não me recordo qual e não vou gastar o que me resta de impulso nervoso neste momento. Havia me deitado perto de 1h30, depois de 20 horas acordado – isso não difere muito da rotina semanal, pois acordo às 5h30 e me deito sempre perto da meia-noite.

Levantei-me às pressas, tirei o cobertor com toda força (mania que deixa a esposa muito contente), corri para o banheiro. Escovei os dentes com tanta rapidez e força que podia ver as raízes de toda a minha arcada dentária cerrando os olhinhos por causa da claridade nunca vista. Tomei meu banho e, em 10 minutos, já estava me enxugando e colocando o desodorante. Fui correndo para o quarto.

Excepcionalmente hoje, minha esposa também tinha que acordar muito cedo, pois entraria às 7h no trabalho. Portanto, minha rotineira preocupação em não acordá-la não foi necessária, logo, ela acordou.

– Sabe que horas são, Fá?

Estar em pé há uns 20 minutos e já ter tomado banho não me fizeram pensar numa coisa tão óbvia, principalmente, para quem está se arrumando. Quem se arruma com tanta pressa, certamente sabe o tempo que tem, certo? Não se você for eu.

A pergunta me pegou como uma nota de falecimento de um ente querido. Um curta-metragem (afinal, fazia pouco tempo que estava acordado) me passou pela cabeça e percebi que nem sequer peguei no celular para ver as horas.

“3:17” dizia o celular, que deixou um sorriso escapulir pela sua tela.

Sequei o cabelo, deitei de novo, consumido por dois sentimentos; a felicidade de poder dormir mais duas horas e a depressão por mais uma vez provar meu talento nato.

Interessado em ser uma anta? Envie seu e-mail e aguarde a minha mensagem com o passo a passo.

Obrigado.

Ouve essa: Amok – Atoms for peace

Novamente, mostrando não ver nenhum problema em ver suas músicas baixadas ou ouvidas de graça por aí, Thom Yorke e sua superbanda paralela Atoms for Peace divulgaram ontem o álbum de estreia, Amok, completo na Internet, para ouvir. Detalhe é que o disco só será lançado dia 25 próximo. E não é só isso: na página do CD, fica disponível a opção de “embedar” todas as canções em seu site, como eu mesmo fiz.

Além de Yorke, o grupo é composto também pelo baixista do Red Hot Chilli Peppers Flea e o produtor Nigel Godrich, parceiro do Radiohead desde os tempos de The Bends.

Gostei bastante dessa primeira ouvida. Ouça, logo abaixo.

http://widgets.xlrecordings.com/amok/widget.php

Hereditariedade zero, amém!

– Papai, deixa eu falar?

O pneu do carro havia furado na Av. 9 de julho, perto do Itaim, logo depois de eu ter deixado a esposa no trabalho. Isso não seria complicado, não estivessem meus dois filhos no banco de trás; Sofia com 4 anos comemorados há duas semanas, e Artur, prestes a completar seu primeiro aniversário.

Para piorar, Sofia queria ir ao banheiro (“número 1, sem picles”) e Artur, também (“número 2, capricha no molho”). Mas como ele usa fraldas, o seu tempo entre querer e fazer gira em torno de 2 a 3 segundos, logo ali mesmo o fez. A sorte voltou, depois de me abandonar às traças, e o objeto não identificado no pneu tinha um tipo de “cabeça” que não deixava o ar escapulir tão rapidamente. Percebi que poderia ir para casa, onde seria mais fácil colocar o estepe.

É a quarta vez que eu tenho problema com carro. A primeira com Artur e a segunda com a Sofia – a primeira foi em plena Cidade Jardim, com a bateria morta sem chances de ressurreição, num dia em que choviam oceanos em São Paulo. Não sei quem já passou por isso, mas é terrível. É uma situação comum, claro, nada demais, mas que causa um desconforto incomum quando se está sozinho com os filhos. Você se sente culpado por ter deixado aquilo acontecer, fica pensando onde errou, como irá fazer, quem irá chamar, se há alguém para ajudar, se as crianças estarão com fome, sede. No fim, bem verdade, quando tudo se resolve, nota que nem sequer perceberam o que aconteceu, mas até lá…

Cheguei em casa apartamento, fiz o que tinha que fazer com as crianças, peguei alguns brinquedos de morder, uns papéis e lápis de cor para a Sofia colorir nas escadas perto do carro, desci com eles e coloquei o Artur no bebê-conforto num lugar onde pudesse me ver (deixá-lo engatinhando na garagem do condomínio não me parecia a melhor das ideias).

Era 1h da tarde, sol bombando, cabeça quente e doendo (dói todo fim de semana, quando não tomo café) e com o aniversário do Guga (meu sobrinho) começando às 14h. Sem falar que, antes de ir para a festa, eu precisaria ainda dar um banho no Artur e alimentá-lo. Por estar trocando pneu, eu também teria que tomar banho.

Bom, depois de bagunçar tudo o que estava no porta-malas, buscando o estepe, vi que este fica embaixo do porta-malas, do lado de fora. Ainda assim, anos se passaram até eu conseguir tirar a roda dali. Sou um asno neste assunto, já devem ter notado, mas eu teria cerca de 50 ideias de lugares e formas mais simples para prender a roda reserva sem ter que sujar até o sovaco. Tinha jogado duas horas de futebol pela manhã, suficientes para deixar qualquer sedentário nato como eu com coordenação motora e força muscular debilitadas. E assim, desprovido de qualquer energia, fui tentar desparafusar a roda.

Acredito que em partos normais de crianças acima de 5 kg, a mulher faça força similar a que eu fazia – ou imaginava estar fazendo. Tive a impressão de que se fizesse um pouco mais de força, eu teria mais um filho ali mesmo. Cansei e me sentei no chão, com os braços sobre as pernas, suando sangue. Sofia, que estava perto, pedindo para me ajudar o tempo inteiro, e eu negando (preocupado em mantê-la numa distância segura do carro), chegou mais perto, olhou para mim e disse:

– Papai, deixa eu falar?

– Fala, Sofia.

– Tenta com o pé.

Olhei para ela, sorrindo e com os olhos brilhando (um pouco por querer chorar, um pouco pela força que estava fazendo, um pouco de felicidade por ela ser muito mais inteligente que eu), e só consegui responder.

– Obrigado, linda. Seu pai é muito lento e você é uma linda.

Foi único eufemismo leve para o mais correto “seu pai é uma anta!”. Consegui desparafusar a roda, é claro.

Menina esperta.

Novo Trailer de Man of Steel

A Warner Bros. divulgou nesta terça o novo trailer de “Man of Steel“, o Superman que Zack Snyder (“300” e “Watchmen”) dirige numa produção de Christopher Nolan (Trilogia “O Cavaleiro das Trevas” e “A Origem”).

Depois do teaser lançado em julho à lá “Árvore da Vida”, o novo vídeo agora conta um pouco mais de história, em especial, sua relação com seus pais “terráqueos” (Kevin Costner e Diane Lane), infância de Clark Kent e vemos até um relance do General Zod (Michael Shannon), além de Russell Crowe como Jor-El. Ao que parece, a história mostrará muito do lado humano de Superman.

Trilha sonora feita para arrepiar (funcionou bastante comigo), muitos flares e algumas cenas de ação, trailer lindo. Complicado mesmo é esperar até julho do ano que vem, quando o filme estreia no Brasil.

Na cópia de “O Hobbit”, que estreia nesta sexta-feira aqui no Brasil, haverá um novo trailer. Veja o vídeo abaixo.

 

Uma simples coincidência

 

(O pequeno relato abaixo não tem nada demais, nada de profundo – exceto pra mim)

Mundo engraçado. Saindo do estação da Vergueiro, vindo para o trabalho, encontrei o Sr. Nelson, deficiente visual. Quase sempre que venho de metrô, é possível encontrar alguém guiando-o. E hoje, depois de vê-lo apanhar da infraestrutura horrível do Metrô (o piso “braile” dá numa catraca no sentido contrário), fui eu a tentar ajudá-lo.

Para minha sorte, ele estava indo para o Beneficência Portuguesa, hospital por onde passo todos os dias, então pude acompanhá-lo até a porta do setor onde troca sua roupa para trabalhar. Pelo caminho, perguntou meu nome, onde trabalhava, se preocupou com o nosso horário (ele sabia que tínhamos apenas suficientes 5 minutos para entrar, não sei como), apontava para os locais onde costuma comer, prédio onde trabalha, deu até pra saber que além de trabalhar no BP, é também funcionário público em outro lugar de onde sai apenas às 21h. Detalhe: assim como eu, ele entra às 7h.

Mas a parte curiosa é que quando o encontrei, ainda na saída da estação, eu estava de fone de ouvido, que retirei assim que começamos a andar juntos. Então, tão logo o deixei na porta do Bloco I, coloquei de volta o fone e para minha surpresa, de 5GB de música em modo aleatório, estava tocando justamente a linda “Lover of the Light“, do Mumford and Sons, cujo vídeo-clipe é justamente este abaixo, dirigido pelo ator inglês Idris Elba e Dan Cadan. Com belíssima fotografia, o vídeo tem algumas interpretações possíveis, além de Elba, também à frente das câmeras, emocionando como o cego em busca de luz.

Como disse, não tenho nada profundo para dizer a respeito. Fato é que senti um nó na garganta e olhos marejados tamanha coincidência.

http://videoplayer.vevo.com/embed/Embedded?videoId=GBUV71201739&playlist=false&autoplay=0&playerId=62FF0A5C-0D9E-4AC1-AF04-1D9E97EE3961%20&playerType=embedded&env=0&cultureName=en-US&cultureIsRTL=False